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Hugo, quem melhor defendeu a indefensável mania de querer ganhar tudo

Mauro Beting
·2 minutos de leitura

CHAMA O HUGO!

Hugo Souza, o Neneca, tem nome, apelido, pinta, panca, altura, tempo de resposta, físico e técnica de goleiro. Grande goleiro como foi no heroico empate dos muitos meninos e dos poucos marmanjos que golearam os infelizes cartolas rubro-negros que desrespeitam vários protocolos e pessoas. Forçando barra e forjando berros além da birra e das atitudes burras.

Hugo tem como ídolos Taffarel (de quem pegou o posicionamento e tranquilidade), Marcos (de quem catou a explosão) e Júlio César (de quem parece ter pego além de muitas qualidades também a segurança e a paixão rubro-negra).

Hugo e seus companheiros que tão bem defendeu mesmo chegando além da hora no clássico no Allianz Parque mereceram o afeto da perigosa aglomeração que receberam chegando ao Rio pela atuação mais corajosa que sua mais uma vez desastrada direção.

Menino que já chegou à Seleção em 2018. Homem que vai longe.

E que merecia mesmo fazer o jogo que fez pela história que contou ao final dele para a Globo. Ele não jogava havia 9 meses. Há seis meses perdeu o pai. Foi a primeira partida sem ele para o assistir na arquibancada e assistir na vida.

Hugo, imagino a dor e a emoção. Mas vá por mim: aquela cabeçada do Luiz Adriano que você defendeu tem muito dedo dele além de todos os seus dedos para desviar o gol certo. As bolas que você não deu rebote são de tanto não dar bola às críticas e cobranças e pressões.

Você foi grande como foram pequenos muitos responsáveis irresponsáveis por um jogo que só querem ganhar e explodam os rivais. E não só do seu clube.

Você foi imenso por saber que muito mais importante do que ganhar é estar lá para fazer o que a gente gosta.

É estar presente.

Como seu pai, tenha certeza, sempre esteve ao seu lado, por trás, abaixo e agora cada vez mais por cima para te defender como você teve uma nação inteira a torcer por você. Mesmo que quase todo o país tenha torcido não contra você e não contra o seu time. Mas contra algumas atitudes que (não de hoje) seus dirigentes bolam por parecerem que não querem ver mais nada e mais ninguém amanhã.

Hugo, de coração, eu torci para o seu time perder. Ou melhor: torci pela vitória do meu sobre o seu. É do esporte. Mas muito mais importante é torcer pela vida e respeitar a dos outros.

Como você tem muita gente que agora vai torcer mais um pouco por você.