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Hubble vs. James Webb: compare as imagens e veja a evolução nas fotos do espaço

Toda a comunidade científica (e boa parte do público geral) está impressionada com a capacidade do telescópio espacial James Web, após a revelação das suas 5 primeiras imagens. Mas nenhum dos objetos registrados é inédito: todos também foram fotografados pelo telescópio Hubble. Será que a diferença entre eles é mesmo grande? Se for, será que o Hubble se tornou obsoleto?

Os dois telescópios foram projetados em épocas diferentes, com objetivos diferentes e tecnologias distintas. Ambos são igualmente revolucionários, mas é fato que o James Webb possui muito mais capacidade de coletar detalhes dos objetos cósmicos. Abaixo, você poderá observar um comparativo das imagens do Hubble com os novos registros do Webb. Vale a pena procurar pelas galáxias que antes não foram observadas e os novos detalhes das nuvens de poeira e gás das nebulosas.

Campo profundo

Acima, a imagem do SMACS 0723 fotografado pelo Hubble; abaixo a mesma região pelo James W ebb (Imagem: Reprodução/NASA/ESA/CSA/STScI/HST)
Acima, a imagem do SMACS 0723 fotografado pelo Hubble; abaixo a mesma região pelo James W ebb (Imagem: Reprodução/NASA/ESA/CSA/STScI/HST)

A primeira imagem colorida do James Webb, revelada na segunda-feira (11) pelo presidente dos EUA, Joe Biden, causou um grande impacto pelo nível de detalhes em relação à foto feita pelo Hubble em 2017. Por se tratar de um aglomerado com lente gravitacional, que revela outras galáxias muito mais distantes ao fundo, o telescópio Hubble já visitou a região várias vezes.

O SMACS J0723.3-7327 é importante para os astrônomos porque as galáxias ampliadas pela lente gravitacional são muito antigas. Podemos deduzir isso pela cor avermelhada — quanto mais longe um objeto está, mais vermelho ele parecerá. Isso acontece devido à expansão do universo, que "estica" as ondas da luz que viajam pelo espaço durante 13 bilhões de anos.

Nebulosa do Anel do Sul

Agora podemos observar os gases desta nebulosa com muitos mais detalhes (Imagem: Reprodução/NASA/ESA/CSA/STScI/AURA)
Agora podemos observar os gases desta nebulosa com muitos mais detalhes (Imagem: Reprodução/NASA/ESA/CSA/STScI/AURA)

A Nebulosa do Anel do Sul também está muito mais rica com a nova imagem do James Webb. Além dos detalhes no gás que se expande e no interior da concha azulada, também vemos estrelas próximas e galáxias ao fundo. Por falar nas estrelas, observamos as duas localizadas no interior da nebulosa com mais precisão e cores diferentes.

Graças ao Webb, essa é a primeira vez que os astrônomos conseguiram ver que a segunda estrela está cercada por poeira, enquanto a mais brilhante está em um estágio inicial de sua evolução.

Quinteto de Stephan

Cada objeto do Quinteto de Stephan ganhou uma riqueza absurda de detalhes (Imagem: Reprodução/NASA/ESA/CSA/STScI/Hubble SM4 ERO)
Cada objeto do Quinteto de Stephan ganhou uma riqueza absurda de detalhes (Imagem: Reprodução/NASA/ESA/CSA/STScI/Hubble SM4 ERO)

É difícil descrever as diferenças entre as imagens do Hubble (acima) e do Webb (abaixo), já que cada uma das cinco galáxias ganhou uma quantidade enorme de detalhes com a nova foto. O que mais salta aos olhos são as galáxias em interação próxima, no centro da imagem, e as emissões de gás (em laranja) como resultado desse processo de fusão.

A galáxia no lado superior esquerdo também ficou muito mais nítida, com regiões brilhantes ao longo de seus braços espirais. Além dessa melhoria, observe quantas galáxias de fundo invisíveis na imagem do Hubble apareceram na captura do Webb!

Nebulosa Carina

Nebulosa Carina: a diferença aqui é absurda! (Imagem: Reprodução/NASA/ESA/CSA/STScI/Hubble Team
Nebulosa Carina: a diferença aqui é absurda! (Imagem: Reprodução/NASA/ESA/CSA/STScI/Hubble Team

Se você não ficou impressionado com essa imagem, está olhando errado! A riqueza de detalhes que a Nebulosa Carina ganhou com os instrumentos do Webb é algo difícil de descrever. São várias regiões "montanhosas" que, por si só, merecem uma observação cuidadosa — a maioria invisível na foto do Hubble.

Nem precisa ter olhos muito bons para encontrar incontáveis estrelas antes invisíveis neste berçário estelar. Se você tiver algum tempo livre, gastá-lo observando essa maravilha em todos os seus detalhes é uma ótima ideia.

O Hubble foi substituído?

Coleção de 36 imagens do telescópio Hubble, cada uma com variáveis ​​Cefeidas e supernovas usadas para calcular a constante de Hubble (Imagem: Reprodução/NASA/ESA/Adam G. Riess (STScI, JHU)
Coleção de 36 imagens do telescópio Hubble, cada uma com variáveis ​​Cefeidas e supernovas usadas para calcular a constante de Hubble (Imagem: Reprodução/NASA/ESA/Adam G. Riess (STScI, JHU)

Talvez a dúvida de muitos agora seja: o Hubble ainda é relevante? Afinal, por que usar um telescópio que já foi superado pelo James Webb? Bem, há vários motivos pelos quais ainda precisamos do Hubble.

O primeiro motivo são as limitações físicas de um telescópio. Ele só pode observar e registrar uma região de cada vez, e são necessárias algumas horas para coletar os fótons necessários. Ou seja, os cientistas precisam reservar tempo de uso e nem todas as propostas de estudo serão aprovadas pelos administradores do Webb.

No caso do Hubble, o tempo de uso também é cedido aos pesquisadores dependendo das propostas que eles enviam, mas sabendo das capacidades dele, é possível usá-lo para observar outros objetos que ainda não são o alvo do James Webb. Quanto mais telescópios, melhor.

O Hubble também faz imagens magníficas dos planetas do Sistema Solar (Imagem: Reprodução/NASA/ESA/A. Simon/M. H. Wong/OPAL team)
O Hubble também faz imagens magníficas dos planetas do Sistema Solar (Imagem: Reprodução/NASA/ESA/A. Simon/M. H. Wong/OPAL team)

Em segundo lugar, o Hubble ainda faz algo que o Webb nunca será capaz: observar o universo em luz visível e ultravioleta. É que o novo telescópio foi projetado para detectar apenas luz infravermelha (em uma faixa bem grande, diga-se de passagem), enquanto o veterano antecessor também possui filtros de luz visível e UV. Isso significa alguns detalhes diferentes, como você pode observar no comparativo do Quarteto de Stephan.

Por isso não é verdade que o James Webb substituiu o Hubble. A verdade é que ele dará continuidade aos estudos realizados pelo "Hubbie", observando muito além, com mais detalhes. E não esqueça: o Hubble também foi um telescópio revolucionário e continuará trazendo resultados incríveis!

Fonte: Canaltech

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