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Hubble observa jovem exoplaneta gasoso ainda se alimentando de gás e poeira

Wyllian Torres
·3 minuto de leitura

Ao longo das últimas décadas, descobrimos um grande número de exoplanetas, que ultrapassa a marca de 4.000. No entanto, apenas cerca de 15 destes mundos foram diretamente observados por telescópios. Por estarem tão distantes da Terra, mesmo nas melhores imagens eles saem apenas como um pequeno ponto. Mas o Telescópio Espacial Hubble foi capaz de observar ainda mais distante, em ultravioleta, um planeta de tamanho semelhante ao de Júpiter, ainda se alimentando do disco de gás e poeira ao redor de sua estrela hospedeira.

O grande exoplaneta gasoso, chamado de PDS 70b, faz parte de um sistema de dois planetas que orbitam uma estrela anã laranja PDS 70, localizada a 370 anos-luz da Terra, em direção à constelação de Centauro. A estrela já era conhecida por possuir dois mundos em sua órbita, mas o que chama a atenção do PDS 70b, segundo Yifan Zhou, da Universidade do Texas, é que ele permite que astrônomos testemunhem um planeta ainda em formação.

A idade estimada do planeta é de aproximadamente 5 milhões de anos, o que, na vastidão de tempo e espaço do universo, faz dele um mundo ainda jovem. Zhou diz: “este é o planeta genuíno mais jovem que o Hubble já fotografou diretamente”. A grande sensibilidade do Hubble para captar a luz ultravioleta permite uma visão bem apurada da radiação do gás extremamente quente caindo no planeta. Com essas informações, é possível estimar a velocidade com que PDS 70b absorve a massa do disco de gás e poeira.

Pesquisodres levantam a hipótese que o disco circunplanetário esteja criando um fluxo eletromagnético, conforme a ilustração (Imagem: Reprodução/NASA/ESA/STScI/Joseph Olmsted)
Pesquisodres levantam a hipótese que o disco circunplanetário esteja criando um fluxo eletromagnético, conforme a ilustração (Imagem: Reprodução/NASA/ESA/STScI/Joseph Olmsted)

Os astrônomos da Universidade do Texas, responsáveis por esses novos resultados, estimam que o planeta já tenha atingido até cinco vezes a massa de Júpiter dentro desses 5 milhões de anos. Para o pesquisador Brendan Bowler, é importante enfatizar que essas observações são de um único momento no tempo, e que, para determinar com mais precisão a maior a taxa de crescimento desse mundo, são necessários mais dados. “Nossas medições sugerem que o planeta está no final de seu processo de formação”, acrescenta Bowler.

O sistema planetário PDS 70 é jovem, por isso é preenchido por um disco primordial de gás e poeira, onde se concentra todo o material necessário para alimentar o crescimento de outros planetas. Esta é também uma ótima oportunidade de astrônomos estudarem como planetas gigantes gasosos se formam.

A equipe revelou que o maior desafio foi conseguir ofuscar o brilho da estrela. O exoplaneta fica em uma órbita de 2,7 bilhões de quilômetros de distância de sua estrela hospedeira, quase a mesma entre Urano e o Sol. As imagens foram cuidadosamente processadas pela equipe e, com isso, foi possível remover o brilho da estrela, destacando a luz do planeta.

A primeira imagem nítida do sistema foi feita em 2018, através do Very Large Telescope (VLT), da ESO (Imagem: Reprodução/ESO/VLT/André B. Müller)
A primeira imagem nítida do sistema foi feita em 2018, através do Very Large Telescope (VLT), da ESO (Imagem: Reprodução/ESO/VLT/André B. Müller)

Neste ano, o Telescópio Espacial Hubble completou 31 anos de funcionamento na órbita da Terra, e mesmo apresentando alguns sinais de desgaste, ainda proporciona aos astrônomos novas maneiras de utilizar seus dados. “A estratégia de observação e a técnica de pós-processamento de Zhou abrirão novas janelas para estudar sistemas semelhantes, ou até mesmo o mesmo sistema, repetidamente com o Hubble”, disse Bowler. Nas próximas observações, o time espera obter mais informações.

Os resultados da pesquisa foram publicados no periódico científico The Astronomical Journal.

Confira, a seguir, a incrível viagem da Terra ao sistema PDS 70:

Fonte: Canaltech

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