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Huawei teria vendido a marca de celulares Honor, segundo a imprensa chinesa

Rubens Eishima
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Pressionada pelo governo dos Estados Unidos, a fabricante chinesa Huawei teria fechado a venda da sua subsidiária Honor. De acordo com informações publicadas na mídia chinesa, a marca será adquirida por um consórcio de empresas ligadas ao governo local e o negócio deve ser anunciado no próximo dia 20.

A busca por compradores para a subsidiária já tinha sido publicada pela agência de notícias Reuters há cerca de um mês. O motivo seria liberar a marca das sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos à gigante chinesa. Fabricantes norte-americanas, ou que usam tecnologias dos EUA, estão proibidas de vender softwares e componentes à Huawei e suas subsidiárias.

Com a venda da Honor, acredita-se que a marca estaria livre das restrições impostas à Huawei, o que tem afetado, por exemplo, a obtenção de componentes como processadores, telas, sensores fotográficos e chips de memória.

O valor estimado da negociação é da casa de 15 a 25 bilhões de iuanes (R$ 12 a 20 bilhões, aproximadamente). O objetivo dos compradores seria abrir o capital da empresa em três anos, segundo uma publicação nas redes sociais.

A lista das empresas parte da joint venture inclui distribuidores dos aparelhos da marca. Segundo a publicação no Twitter, a venda está condicionada à possibilidade da nova empresa poder adquirir e utilizar processadores 5G, em alta na China.

A notícia surge em um momento em que o governo dos Estados Unidos começa a relaxar as restrições à venda de componentes para a Huawei, desde que não sejam utilizados para equipamentos de infra estrutura.

Fonte: Canaltech

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