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Huawei pode voltar a fazer negócios com empresas dos EUA, diz secretário

Wagner Wakka

A Huawei pode voltar a fazer negócios com os Estados Unidos. Em entrevista para a Bloomberg, o secretário de comércio do governo norte-americano, Wilbur Ross, informou que algumas licenças para isso “podem ser concedidas muito em breve”.

Segundo o político, atualmente há 260 pedidos para quebra do embargo, o que é mais que a Casa Branca esperava. Contudo, ele não confirmou quais empresas teriam feito esta requisição.

Sob pressão, o governo pode afrouxar a medida e permitir que a gigante volte a ter relações comerciais no país. O embargo começou na metade deste ano e impede que qualquer empresa do país mantenha negócios com a Huawei. Com isso, Google, Facebook e ficaram impedidas de oferecerem serviços para a chinesa.

A fabricante é, atualmente, a segunda maior no mercado de smartphones, atrás somente da Samsung. Até o começo do embargo, os aparelhos da Huawei usavam somente versões do Android, o que fez a Google perder espaço no mercado já que não pode mais trabalhar com a chinesa.

Apesar da boa movimentação, Ross mantém a posição de que isso não é uma confirmação de que todos os pedidos sejam aceitos. “Vale lembrar às entidades listadas da presunção de negativa. Então, é algo seguro para estas companhias que eles se mantenham assumindo uma negativa, mesmo que nós, obviamente, vamos aprovar algumas delas”, completou.

Caso haja esta aprovação, é bem possível que a Huawei tenha tempo de já adicionar modificações ao Mate 30 Pro, cujo lançamento ainda está limitado apenas à China.

O embargo começou por conta da entrada da companhia no mercado de infraestrutura de rede no país. A suspeita - nunca comprovada - era de que a Huawei poderia fornecer informações de usuários norte-americanos ao governo chinês a partir dessa infraestrutura de telecomunicações. Ou seja, é bem possível que Google e outras gigantes consigam a licença, mas as companhias de telecom ainda não podem trabalhar com a Huawei - pelo menos, não no governo Trump.

Fonte: Canaltech

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