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Huawei Mate 40 é prejudicado por problemas na cadeia de fornecedores

Rubens Eishima
·2 minuto de leitura

Novo celular topo de linha da Huawei, o Mate 40 rapidamente se esgotou após o lançamento na China. O que poderia ser um bom sinal, porém, pode representar o primeiro indício de sucesso das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos. Segundo um site especializado no mercado chinês, as restrições ao fornecimento de componentes já afetam a oferta do novo smartphone.

Já era esperado que a Huawei tivesse dificuldades em atender a demanda pelo novo modelo. Até mesmo o lançamento da linha Mate 40 na Europa foi colocado em dúvida antes mesmo da apresentação do celular, o que ainda não tem data para acontecer.

Um dos principais gargalos previstos para a produção do Mate 40 já tinha sido identificado antes do lançamento: a disponibilidade do processador Kirin 9000. O fornecimento do componente foi um dos mais afetados pelo decreto assinado pelo governo de Donald Trump em maio, restringindo o fornecimento de componentes à Huawei.

Kirin 9000 teve o fornecimento interrompido em setembro pelas sanções dos EUA (Imagem: Divulgação/Huawei)
Kirin 9000 teve o fornecimento interrompido em setembro pelas sanções dos EUA (Imagem: Divulgação/Huawei)

Apesar de ser um processador projetado por uma subsidiária da Huawei, a HiSilicon, a produção do componente é feita pela taiwanesa TSMC, afetada pela sanção norte-americana.

O site GizmoChina atribuiu exatamente ao processador os problemas enfrentados pela empresa, com os diferentes Mate 40 esgotados na China. A situação pode se agravar, caso a empresa não obtenha uma autorização para voltar a produzir o componente, ou então consiga que uma concorrente — Qualcomm, MediaTek ou Samsung — forneça chips equivalentes antes que os estoques atuais acabem.

Nesse ponto, notícias recentes de que o departamento de comércio norte-americano — responsável por monitorar o cumprimento das sanções — está mais tolerante na liberação de autorizações para fornecedores de componentes, desde que não sejam usados nos equipamentos de infraestrutura, podem representar um sinal de esperança para a Huawei, que ainda se encontra encurralada no segmento de celulares.

Fonte: Canaltech

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