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Huawei cogita usar processadores da Qualcomm em seus celulares, mas há um porém

Felipe Junqueira
·2 minutos de leitura

Depois de mais uma mudança nas regras do embargo comercial dos EUA sobre a Huawei, a companhia chinesa disse esperar que o governo do país norte americano ao menos conceda licenças a fabricantes de chips para negociarem com a empresa. A Qualcomm já teria pedido autorização para vender componentes à Huawei.

“Esperamos que o governo dos EUA repense sua política e, se ele permitir, ainda estamos dispostos a comprar produtos de empresas norte-americanas”, disse o presidente da Huawei, Guo Ping. O executivo reclamou que "os EUA modificaram as sanções pela terceira vez, o que trouxe grandes desafios para nossa produção e operação".

A companhia diz que consegue garantir a produção de máquinas para infraestrutura de redes 5G, mas a divisão de smartphones está comprometida com a falta de chips. Como a HiSilicon, divisão caseira de processadores da Huawei, está impossibilitada de manter sua produção e desenvolvimento por conta do embargo, resta à empresa comprar os componentes de outras fabricantes.

Além da Qualcomm, a MediaTek também já teria pedido permissão aos governo dos EUA para fazer negócios com a Huawei. A Intel já tem autorização para vender alguns componentes para a empresa chinesa, mas, vale lembrar, a empresa não atua mais no mercado de celulares.

Cabe destacar também que, diante de um possível acordo, não seria a primeira vez que celulares Huawei usariam chipsets Snapdragon, visto que os modelos originais da linha Nova embarcavam plataformas da fabricante norte-americana, bem como os dispositivos Nexus 6P e o Y7 2019. A questão que fica em aberto, agora, é se a administração Trump vai impor alguma restrição aos componentes que a Qualcomm poderia vender e se a Huawei estaria interessada em lançar smartphones topo de linha com processadores de terceiros.

Por enquanto, as previsões sobre a sobrevivência da Huawei no mercado de celulares e pessimista. A TrendForce publicou um relatório recente em que fala em até 30% de redução no volume da chinesa ainda em 2020.

Fonte: Canaltech

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