Mercado fechado

HSM abre espaço de inovação em educação em SP

BEATRIZ MONTESANTI
·2 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A plataforma de educação HSM, ligada ao grupo Ânima, anunciou um espaço voltado para fomentar o desenvolvimento de tecnologias para a educação. O Learning Village vai ocupar cinco andares de um prédio recém-erguido na Vila Madalena, zona oeste de São Paulo. A ideia é que startups, empresas, fundos de investimento e outros agentes usem o espaço para a troca de conhecimento e inovação. O local foi reformado com salas de aula, de reunião, estúdios de podcast, áreas de trabalho colaborativo e um espaço maker que conta com tecnologias como uma impressora 3D. Entre as empresas parceiras do projeto estão a Deloitte, Livelo, Vibra, Beneficiência Portuguesa e o Hospital Sírio-Libanês. A apresentação do espaço foi feita em um evento presencial na noite de quarta-feira (11), que contou com cerca de 150 pessoas e representantes das empresas envolvidas. Mas o principal convidado, Peter Diamandis, participou de forma online. Ele é o cofundador da Singularity University, instituição dedicada ao ensino de inovação para empreendedores e executivos do Vale do Silício. No ano passado, a HSM lançou um braço da instituição no Brasil, a SingularityU Brazil, que é também parceira na criação do Learning Village. Diamondis destacou a importância de espaços como o recém-criado para a conexão entre empreendedores. "A comunidade, encontrar o hub certo, é o ponto mais importante para empreendedores. É o que direciona nossa habilidade de mudar o mundo", disse o empresário. "Se você perguntasse a Steve Jobs ou Jeff Bezos se era mais importante para eles o dinheiro ou a mentalidade correta, eles diritam a mentalidade." Segundo Reynaldo Gama, presidente-executivo da HSM e da SingularityU Brazil, o objetivo do Learning Village é fomentar um ecossistema de aprendizado para inovação, garantindo que futuros empreendedores invistam no Brasil. "Aqueles que saem do país são os que podem mudar nossa sociedade. Queremos que jovens empreendam e gerem emprego aqui", disse. Além das empresas envolvidas, 25 startups serão selecionadas para um primeiro processo de residência no espaço. Elas terão mentoria e acesso a rede de contatos para impulsionar seus negócios. Quatro já devem começar a utilizar o local nas próximas semanas: a Beetools, focada no ensino de inglês, a Bioedtech, que realiza bioimpressão de tecidos, e B.equal, dedicado à jornada da maternidade, e a CogniSigns, que desenvolve inteligência artificial para o diagnóstico de autismo. De acordo com Gama, para serem selecionadas para o programa as startups precisam já ter proposta de mercado interessante, uma solução para um problema real do mundo, e terem passado o estágio inicial de atuação, contando já com clientes para o serviço oferecido. A partir do dia 7 de dezembro, o Learning Village estará aberto para os demais residentes selecionados. A expectativa é abrir todos os andares ao público em fevereiro do ano que vem.