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HSBC mira gestão de patrimônio em outra transição estratégica

Harry Wilson e Ambereen Choudhury
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O HSBC mira a gestão de patrimônio em sua busca por crescimento como um potencial novo motor de lucro enquanto aumenta o foco na Ásia.

Em apresentação nesta semana detalhando a segunda reformulação estratégica do banco em um ano, o CEO Noel Quinn disse a cerca de 250 executivos do alto escalão que o HSBC pretende se tornar umas das maiores empresas de gestão de patrimônio do mundo.

Quinn disse na teleconferência de terça-feira que o banco iria “investir em escala” onde visse a maior oportunidade, apontando para a Ásia, Reino Unido e Oriente Médio como áreas prováveis de expansão, de acordo com documento visto pela Bloomberg. Uma porta-voz do HSBC não quis comentar para este artigo.

Embora o HSBC seja o maior banco internacional na China e a maior instituição financeira da Europa, é relativamente peixe pequeno no setor de gestão de ativos para os investidores mais ricos do mundo. O banco administrava pouco mais de US$ 361 bilhões em ativos para clientes mais ricos no final de 2019. O UBS, maior gestor de patrimônio do mundo, tinha US$ 2,6 trilhões em ativos sob gestão.

Em 2019, cerca de 65% dos US$ 8,6 bilhões em receita ajustada gerada pela gestão de fortunas do HSBC e operações de private banking vieram da Ásia, de acordo com apresentação do banco em agosto em conferência do Goldman Sachs. Embora o presidente do conselho do HSBC, Mark Tucker, tenha dito no mês passado que o negócio de gestão de patrimônio na Ásia é uma área de potencial crescimento, rivais como UBS e Credit Suisse também têm se fortalecido na região, elevando o custo de talentos e clientes.

Ano difícil

Tucker e Quinn estão revendo um plano estratégico de fevereiro de 2020, que teve de ser adiado pela pandemia de Covid-19. As medidas incluíam o corte de 35 mil empregos, cerca de 15% do total. Os novos passos serão anunciados com a divulgação do balanço anual do banco em 23 de fevereiro.

As ações do HSBC acumulam alta neste ano, embora com desempenho mais fraco em relação ao JPMorgan Chase e Banco Santander. A expectativa de que o HSBC retome o pagamento de dividendos após as restrições impostas por autoridades britânicas impulsiona grande parte da valorização.

Mudanças de executivos

Como parte dos próximos passos, o HSBC avalia transferir alguns de seus principais executivos para a Ásia. A Bloomberg News informou neste mês que Greg Guyett e Georges Elhedery, corresponsáveis por bancos e mercados globais, poderiam se mudar para Hong Kong.

Além disso, Barry O’Byrne, responsável por banco corporativo global e Nuno Matos, que supervisiona patrimônio e banco pessoal, também podem se mudar de Londres para a Ásia, segundo pessoas a par do assunto. Se todas as mudanças forem confirmadas, isso significaria que grande parte do banco seria administrada diariamente a milhares de quilômetros de sua sede em Londres.

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