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HQs e super-heróis | Nova fase da DC, Keanu Reeves e os destaques da Marvel

Claudio Yuge
·13 minuto de leitura

O que aconteceu de mais relevante no mercado de quadrinhos norte-americano no mês que passou? A resposta está aqui, com uma lista resumida das principais edições lançadas em março, especialmente da Marvel Comics e DC Comics.

Vale lembrar que, a cada semana, o mercado gringo recebe muitas edições, então, as “escolhidas” abaixo contam com um resumo rápido e alguns comentários. Várias dessas novidades chegarão ao Brasil muito em breve; e o objetivo aqui é também chamar atenção para coisas que têm grandes chances de influenciar as adaptações para TV e cinema. Você sempre pode acompanhar os lançamentos lá fora por meio do site Comic List.

Então, vamos lá, lembrando que este conteúdo traz uma boa dose de spoilers! Fique avisado.

DC Comics

Depois que a editora brincou com todos os seus principais personagens, realidades paralelas e linhas temporais em Dark Knights: Death Metal, novos Multiversos foram estabelecidos, com todas as Terras e versões de propriedades coexistindo em novos mundos compartilhados. Sim, você leu corretamente, eu disse Multiversos: agora, não são apenas 52 Terras em um Multiverso, e sim infinitas Terras e Multiversos.

Em dois meses, janeiro e fevereiro deste ano, a DC mostrou diferentes versões de seus principais ícones. Em Future State, a editora nos levou ao futuro de suas histórias e pudemos acompanhar um Superman mais jovem, Jonathan Kent; o próximo Batman Tim Fox e a Mulher-Maravilha brasileira Yara Flor.

Enquanto isso, Kal-El se tornou um Superman muito mais poderoso, maduro e ciente de sua missão de espalhar esperança não somente pela Terra, mas também pelo cosmos. Bruce Wayne perdeu sua fortuna e age como um detetive fora-da-lei em Gotham. E Mulher-Maravilha ascende para um papel muito maior na fábrica de realidades da DC, como uma verdadeira deusa no panteão que monitora o funcionamento desses novos Multiversos.

Imagem: Reprodução/DC Comics
Imagem: Reprodução/DC Comics

E aí chegamos em março, em Infinite Frontier #0, que dá a largada para a nova fase “tudo junto e misturado” da DC Comics. A edição, basicamente, restabelece os status quo mais conhecidos de cada personagem, combinando abordagens clássicas com as revisões que deram certo com o reboot Novos 52 e reposicionando algumas peças. São pequenos cantos, que pincelam como será esse playground daqui para frente

Primeiramente, vemos a Mulher-Maravilha sendo incorporada à Quintessência, um grupo de entidades cósmicas formado pelo Pai Celestial, Espectro, Hera, Vingador Fantasma, Ganthet e o Mago Shazam. Em seguida, temos Adão Negro inesperadamente branco e do lado dos mocinhos, batizado pelo ridículo nome de Shazadam, talvez como forma já de “redimir” o personagem, já que o novo filme protagonizado por Dwayne Johnson deve trazer uma versão mais “heroica” do então vilão. Em outro momento, vemos Grifter, que andava sumido na DC, depois de ser incorporado com a chegada de seu criador, Jim Lee, à empresa. Entre as amazonas, embora Yara Flor se autoproclame como Mulher-Maravilha, quem sucede Diana como rainha é Nubia.

Imagem: Reprodução/DC Comics
Imagem: Reprodução/DC Comics

O Lanterna Verde Alan Scott revela que é gay para seus filhos, o que antes existia somente na Terra-2 e finalmente foi bem incorporado à cronologia “oficial”. Jonathan Kent está chegando à Metropolis, depois de passar anos em aventuras no futuro e em outras realidades, tornando-se um Superman jovem muito poderoso e sábio. Os Lanternas Verdes ganham uma nova parceira-mirim, Keli Quintela, que usa uma manopla energizada por uma “mochila-lanterna”. E Wally West é promovido a “Flash oficial” pelo próprio Barry Allen.

Imagem: Reprodução/DC Comics
Imagem: Reprodução/DC Comics

E, como ameaça final, a Quintessência aponta sua própria morte e a de todos os Multiversos na chamada Terra Ômega, onde Darkseid é seu dono absoluto e, aparentemente, consome a vida de todos os seres a partir de seu domínio da Equação Anti-Vida. Esse é o panorama pintado por Infinite Frontier #0, que dá a largada para um terreno em que todas as versões de todos os personagens existem simultaneamente, de acordo com cada cantinho que os autores vão querer explorar. Como dá para notar, ainda não tem como saber exatamente como isso vai funcionar, mas, aos poucos, as coisas vão ficando mais claras.

Crime Syndicate #1

Caption
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Aqui vemos a recriação do Sindicato do Crime, a versão maligna da Liga da Justiça da Terra-3 composta ao Ultraman, Supermulher, Coruja, Relâmpago, Anel Energético, Atômica e Relâmpago, todos versões distorcidas dos membros da Liga da Justiça. Pense em algo na linha do The Boys da TV e você terá uma melhor ideia do que se trata. Vale destacar que o grupo deve ter mais relevância nesta nova fase da DC, já que esse reposicionamento vem sendo bastante divulgado pela editora.

Suicide Squad #1

Imagem: Reprodução/DC Comics
Imagem: Reprodução/DC Comics

O próximo filme de James Gunn tem tudo para ser um sucesso, misturando seu jeitão charmoso de combinar humor com ação. A DC já antecipa um pouco dessa tonalidade com uma edição que já destaca os principais personagens do longa, a exemplo do Pacificador e Rick Flag. É interessante notar que, assim como a Marvel faz bem em seu cânone multimídia, a editora finalmente comece a alinhar melhor seus títulos com os lançamentos do cinema.

The Next Batman - Second Son #2

Imagem: Reprodução/DC Comics
Imagem: Reprodução/DC Comics

Aos poucos vamos vendo a maior diferença entre o Batman de Tim Fox com Bruce Wayne. Enquanto Wayne evoca melhor as histórias detetivescas de mistério noir, Fox é mais conectado aos problemas das ruas e causas sociais. Ele vem para trazer representatividade à DC, que, na verdade, demorou um pouco para abraçar a diversidade, na comparação com a Marvel. Essa parece ser uma grande premissa da editora para a temporada, já que em junho teremos o DC Pride, uma antologia só com heróis e vilões LGBTQ+.

The Swamp Thing #1

Imagem: Reprodução/DC Comics
Imagem: Reprodução/DC Comics

Lá nos anos 1980 Alan Moore mostrou em Lição de Anatomia que, na verdade, não foi Alec Holland que se tornou o Monstro do Pântano, e sim foi o deus-planta que se libertou de suas limitações humanas. Aqui vemos uma inversão disso, com o Monstro do Pântano contido novamente em um hospedeiro humano, para compreender melhor sua missão. Desta vez, seu alter-ego é Levi Kamei e a abordagem aqui continua sendo de ambiente de terror, mas com um toque de “Hulk”, já que Kamei se parece com Banner e parte de seu conflito é controlar a transformação no avatar do Verde do Parlamento das Árvores.

Superman #29

Imagem: Reprodução/DC Comics
Imagem: Reprodução/DC Comics

Esta edição já faz a ponte entre o Superman Clark Kent para o Superman Jonathan Kent, com uma aventura que envolve ambos e nos mostra algumas diferenças entre os dois. Jonathan é mais impulsivo e mostra que deve superar os poderes do pai, neutralizando uma ameaça que Kal-El não pôde. Isso se deve à experiência que Jonathan teve em outros mundos, algo que Clark também teve, mas por menos tempo. É a DC destacando que deve investir novamente no legado dos personagens, sua marca registrada.

Justice League #59

Imagem: Reprodução/DC Comics
Imagem: Reprodução/DC Comics

Somos introduzidos a uma nova formação, com os sensacionais desenhos e design de David Marquez. Aquaman, Superman, Garota-Gavião, Batman, Shazadam, Arqueiro Verde, Canário Negro, Flash Barry Allen e a nova integrante Naomi McDuffie, que, aparentemente, possui poderes elétricos. Essa é uma tocante e surpreendente homenagem a Dwayne McDuffie, roteirista que sempre lutou para a inclusão de personagens pretos nos quadrinhos, a exemplo de Super Choque e Aço.

Batman - Superman #16

Imagem: Reprodução/DC Comics
Imagem: Reprodução/DC Comics

Aqui dá para notar melhor como a DC Comics vai explorar todas as versões de suas propriedades nessa nova fase. A aventura desenhada pelo brasileiro Ivan Reis remete às primeiras versões do Superman e do Batman que chegaram à TV. Clark Kent ainda se preocupa muito mais com ameaças mundanas e triviais e Bruce Wayne tem a companhia do Robin como no seriado dos anos 60, mas sem tanta fanfarronice. A “camada cinematográfica” é até mesmo reforçada com design das páginas, que se parecem com as bordas de um filme fotográfico.

Marvel Comics

A saga King in Black continua, mas neste mês vemos apenas a Marvel “espremendo a teta da vaca” até a última gota de leite, já que, em vez de encerrar de uma vez a trama que já se arrasta por um bom tempo em todos os títulos, ela segue explorando as consequências da invasão do deus simbionte Knull.

Algumas das edições são até interessantes, mas a maioria se arrasta com o pano de fundo da vilania de Knull, em uma tentativa de emplacar os simbiontes como um elemento fundamental no cânone da editora. Um dos destaques é Captain America - King in Black #1, que, basicamente, traz a ação e a parceria do Falcão e do Soldado Invernal, que vêm mostrando no Disney+ como essa dupla pode ser legal, mas com presença de Steve Rogers.

Imagem: Reprodução/Marvel Comics
Imagem: Reprodução/Marvel Comics

Isso é especialmente interessante para quem vem acompanhando a atração na TV, pois muitas das coisas que acontecem no seriado são baseadas na ausência de Steve Rogers como Capitão América. E, aqui, é legal ver o Falcão e o Soldado Invernal atuando ao lado de Rogers, respondendo como seria se o Sentinela da Liberdade original ainda estivesse presente no Universo Cinematográfico Marvel (MCU, na sigla em inglês).

Já em King in Black - Ghost Rider #1, seguimos acompanhando o reposicionamento do cantinho mágico da Marvel, com Johnny Blaze como o novo rei do Inferno, enquanto Mefisto tenta se recuperar para um dia retomar o seu domínio. Para ajudar a deter as forças de Knull, Blaze ganha a ajuda de Danny Catch, que já foi o Motoqueiro Fantasma e a agora retorna como o Motoqueiro Mortal ou algo assim (o original é Death Rider).

Imagem: Reprodução/Marvel Comics
Imagem: Reprodução/Marvel Comics

Danny agora possui uma espada, que leva o ser atingido a consumir toda a corrupção de sua vida. Essa novidade tem muito a ver com a ligação dos quadrinhos com a Marvel Studios, já que os aspectos sombrios da magia na Casa das Ideias vão ganhar mais atenção após WandaVision e com a chegada de Doutor Estranho no Multiverso da Loucura e Blade.

America Chavez - Made in the USA #1

Imagem: Reprodução/Marvel Comics
Imagem: Reprodução/Marvel Comics

No final dos anos 1990, o mercado norte-americano de quadrinhos vivia uma crise sem precedentes, com baixa renovação leitores com faixa etária mais baixa, ou seja, só os velhos fãs continuavam comprando gibis de super-heróis. A Marvel encontrou em personagens mais jovens e diversos a chave para o rejuvenescimento, especialmente com a Ms. Marvel.

Agora, ela faz o mesmo com America Chavez, que, pelo visto, deve ganhar bastante atenção no filme Doutor Estranho no Multiverso da Loucura. E aqui ela tem a companhia de Kate Bishop, que também terá destaque na série do Gavião Arqueiro. Ou seja, é a Marvel Studios fazendo seu processo de retroalimentação com a Marvel Comics, já preparando o terreno para o que vem por aí nos cinemas e nas telinhas. Vale apontar o protagonismo feminino, para atender à crescente demanda das mulheres fãs de gibis.

Alien #1

Imagem: Reprodução/Marvel Comics
Imagem: Reprodução/Marvel Comics

Desde que a Disney comprou a Fox, importantes franquias agora fazem parte também da Marvel Comics, a exemplo de Aliens e Predador. E, assim como aconteceu com Conan, a Casa das Ideias pretende explorar essas propriedades com uma série mensal contínua, que traga os elementos clássicos e acrescente novos elementos, assim como uma cronologia. É bem possível que, um dia, a editora também inclua essas criaturas nas mesma realidade dos Vingadores.

Aqui, vemos uma nova espécie de xenomorfo, na forma da rainha, que parece mais humanoide. É bem verdade que os traços de Salvador Larroca já foram menos estáticos e sua narrativa mais inventiva, mas seus desenhos dão uma “cara cinematográfica”. A trama com a Weyland e Charles Bishop estão na trama, com uma conexão direta aos filmes mais recentes da franquia, a exemplo de Prometheus.

Avengers - Curse of the Man-Thing #1

Imagem: Reprodução/Marvel Comics
Imagem: Reprodução/Marvel Comics

A Marvel tem grandes planos para o Homem-Coisa, personagem adorado pelos fãs que nunca teve assim muita regularidade de publicação. Ele é muito importante quando falamos no Nexus das Realidades, afinal, ele é o protetor do portal terreste que dá acesso às várias realidades do Multiverso Marvel. Como a Marvel Studios já começou a brincar com isso em WandaVision, a Casa das Ideias já começa a revisar as regras disso tudo.

Aqui, vemos que Ted Sallis estava tentando recriar o Soro do Supersoldado quando se misturou ao pântano e virou o Homem-Coisa, enquanto um grupo de bruxas e cientistas explica melhor como a ciência se mescla com magia nas histórias da Marvel.

X-Men #19

Imagem: Reprodução/Marvel Comics
Imagem: Reprodução/Marvel Comics

Depois do fim de X of Swords, os X-Men vivem uma nova fase, com a equipe liderada por Ciclope e Jean Grey novamente como foras-da-lei, mesmo entre seus próprios pares em Krakoa. Enquanto não começa próximo arco, Reino de X, a revista traz uma abordagem futurista da equipe, com a Wolverine Laura Kinney e personagens mais novos, a exemplo de Darwin e Synch. Esta história destaca o interessante processo de evolução e regeneração dos mutantes, tudo com a complexa ficção científica criada por Jonathan Hickman.

Thor #13

Imagem: Reprodução/Marvel Comics
Imagem: Reprodução/Marvel Comics

Donny Cates mergulha de uma vez nas entranhas das raízes asgardianas do personagem e combina elementos de sucesso da revista de Odinson nas últimas décadas, explorando elementos clássicos do Thor, incluindo seu alter-ego humano, Donald Blake; e passagens da fase de Jason Aaron, que ampliou a mitologia do Deus do Trovão e trouxe Odin e as Valquírias para mais histórias.

Aqui, Thor está preso em outra realidade, criada por Odin para conter Blake, enquanto ambos trocavam de papel na Terra. Blake se tornou poderoso e segue invadindo a vida de Thor. Doutor Estranho, o cão teleportador Dentinho e o Sapo Thor encontram a companhia da Valquíria Jane Foster para trazer Odin de volta de seu autoexílio. É interessante ver como a Marvel ultimamente vem mostrando como era o Pai de Todos antes de sua aposentadoria, já que, claro, Odinson é bem parecido com ele. No final da edição, Thor consegue sair de sua prisão, por meio da armadura do Destruidor.

Boom! Studios

BRZRKR #1

Imagem: Reprodução/Marvel Comics
Imagem: Reprodução/Marvel Comics

Imagina Keanu Reeves sendo uma mistura do Wolverine com John Wick, em um personagem altamente treinado para matar, que tenta lidar com as amarras do tempo por ser uma criatura imortal atravessando séculos de assassinatos e sobrevivência. A ideia aqui é ver BRZRKR falando pouco e surrando todo mundo que vê pela frente, sem piedade, em sequência de ação em alta velocidade.

É o tipão mesmo de Reeves, em um revista totalmente financiada pela “vaquinha” de nada menos do que US$ 2 milhões no Kickstarter. A primeira das 12 edições vendeu nada menos do que 615 mil cópias, tornando-se a segunda história em quadrinhos mais vendida na última década, somentre atrás de Star Wars #1, da Marvel, em 2015. Esse sucesso todo já rendeu à HQ uma adaptação, que ficará a cargo da Netflix e, claro, terá Reeves como protagonista.

Até o próximo mês!

Obviamente, não dá para comentar tudo o que saiu no mercado norte-americano nas quatro semanas anteriores, mas essas edições são as que mais fizeram barulho em outubro e prometem ter relevância nas editoras (e em suas outras mídias) nos próximos meses.

Continuem lendo as matérias de quadrinhos e toda a cultura pop aqui do Canaltech. A coluna no primeiro domingo de maio. E quem quiser me acompanhar no Twitter e saber das matérias relacionadas que saem durante o período, é só me seguir no @clangcomix. Até logo!

Fonte: Canaltech

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