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HQs e super-heróis: confira reviews dos destaques da Marvel e DC em dezembro

Claudio Yuge
·11 minuto de leitura

O que aconteceu de mais relevante no mercado de quadrinhos norte-americano no mês que passou? A resposta está aqui, com uma lista resumida das principais edições lançadas em dezembro, especialmente da Marvel Comics e DC Comics.

Vale lembrar que, a cada semana, o mercado gringo recebe muitas edições, então, as “escolhidas” abaixo contam com um resumo rápido e alguns comentários. Várias dessas novidades chegarão ao Brasil muito em breve; e o objetivo aqui é também chamar atenção para coisas que têm grandes chances de influenciar as adaptações para TV e cinema. Você sempre pode acompanhar os lançamentos lá fora por meio do site Comic List.

Então, vamos lá, lembrando que este conteúdo traz uma boa dose de spoilers! Fique avisado.

DC Comics

Batman/Catwoman #1

Imagem: Reprodução/DC Comics
Imagem: Reprodução/DC Comics

Tom King é um escritor que tem um bom currículo. O ex-agente da CIA já fez um excelente trabalho com o Senhor Milagre e o Visão, em duas séries aclamadas que podem influenciar as adaptações desses personagens nas telas — em WandaVision, que logo estreia no Disney+, veremos inspiração de sua minissérie suburbana.

O roteirista começou 2020 em boa fase com o Batman, mas algumas alterações drásticas no status quo de Bruce Wayne, como a morte de Alfred e o fato do bilionário admitir que atualmente desce a porrada nas pessoas porque gosta, e não para vingar seus pais; e o apego pela novelinha romance com a Mulher-Gato incomodaram um pouco parte dos fãs e da própria DC Comics — veja, bem, ele quase casou os dois recentemente.

Para completar, sua proposta de evento, Heróis em Crise, também não foi muito bem. Assim, para não desperdiçar seu talento, a editora promoveu o que seria parte de seu arco final na revista do Batman em um novo título — que é exatamente esta edição. O texto continua acima da média e os desenhos são espetaculares, principalmente porque Clay Mann abusa da lascividade em seus paineis e as cenas de luta abusam da sensualidade da Mulher-Gato, em sintonia com os movimentos do Homem-Morcego.

Aqui, King tem mais liberdade para explorar o lado tórrido e mais sexy de Gotham, brincando com a fragilidade dos dois personagens e tornando-os mais “adultos”. Embora gostem de ajudar órfãos e fazer o bem para as pessoas, Wayne e Kyle, duas pessoas ricas, saradas e charmosas, também têm seus momentos de amor, certo?

Endless Winter

Imagem: Reprodução/DC Comics
Imagem: Reprodução/DC Comics

A DC Comics tem seguido uma estratégia de eventos nos últimos dez anos que confunde os leitores e bagunça ainda mais sua cronologia. Isso porque havia uma clara diferença de opiniões entre o ex-coeditor-chefe Dan Didio e o núcleo formado por Scott Snyder e Geoff Johns. Didio acreditava que precisava sempre ter dois tipos de grandes crossovers quase simultâneos: um para reposicionar e consertar o Multiverso DC e o outro mais comum, nos moldes tradicionais de heróis vs vilões.

A campanha de marketing costuma apresentar spoilers antes mesmo de uma saga terminar e a outra começar e as duas frentes parecem não ter a mínima conexão. Aliás, essa foi uma das razões pelas quais Didio teria sido demitido e a AT&T, grupo controlador da Warner/DC, deve passar a olhar mais de perto esse planejamento, para evitar que essa zona continue.

Assim, Endless Winter soa como um resquício de Didio, com uma trama básica que segue a fórmula de trazer uma desconhecida ameaça ancestral que “sempre existiu, mas ninguém conhecia"; e que vai percorrer os títulos da editora fazendo seu barulho até ser detida pela Liga da Justiça e sumir sem causar grandes impactos nas histórias dos personagens.

Até mesmo quem nunca assistiu Game of Thrones nota a referência, que, basicamente, resume as primeiras edições do evento, com a conclusão em janeiro: um rei do gelo aparece do nada para encarar os heróis da DC. Serve para quem não consegue acompanhar a caótica Dark Nights: Death Metal, que continua rolando.

Batman: Black and White

Imagem: Reprodução/DC Comics
Imagem: Reprodução/DC Comics

A antologia é uma coletânea de sucesso que vem reunindo histórias autorais com o Homem-Morcego, em propostas bem diferentes das que vemos em seus títulos tradicionais, mas com os mesmos elementos góticos e noir das raízes do personagem. Nesta edição temos uma mescla de veteranos com jovens talentos, a exemplo de Paul Dini (Batman Animated), Andy Kubert (X-Men), J.H. Williams III (Sandman), Tradd Moore (Silver Surfer: Black), entre outros.

Williams III mais uma vez mostra sua absurda amplitude de estilos e arte-final, homenageando várias fases do Batman com a troca de traços, que, mesmo mudando completamente, mantêm a consistência. Tradd Moore usa o espaço da página para esbanjar o experimentalismo na representação de movimentos, quase em forma de fluídos, algo que vimos bastante na excelente minissérie Silver Silver: Black — e, embora a proposta seja o preto e branco, ambos provocam mais sensações quando têm seus desenhos coloridos.

Esta edição, embora venha de um projeto antigo, acontece em um momento interessante do mercado estadunidense, que ultimamente vem consumindo mais antologias. O formato, bastante apreciado pelos brasileiros, não era muito popular nos Estados Unidos, mas, talvez pela economia com a crise da pandemia, os leitores têm gostado de comprar um compilado com várias histórias diferentes em uma mesma edição.

Dark Nights: Death Metal #6

Imagem: Reprodução/DC Comics
Imagem: Reprodução/DC Comics

Bem, estamos quase na conclusão dessa crise de dimensões nunca vistas nos eventos anteriores. Todas as 52 Terras paralelas (com suas infinitas linhas temporais) se unem na treta final, com os “rebeldes” de nossa Terra principal liderados por um Batman morto nutrido pelo anel dos Lanternas Negros e o Superman em uma versão mais insegura e castigada. Enquanto isso, a Mulher-Maravilha e Lobo se infiltram na Forja para tentar criar uma máquina que Lex Luthor idealizou para enfrentar Perpétua e o Cavaleiro Mais Sombrio (Darkest Knight, o Batman que Ri que virou uma entidade cósmica).

Diana encontra um Darkseid mais velho segurando um Mobius renascido no colo. Uxas aqui deixa de ser um inimigo porque o Multiverso Sombrio imposto por Perpétua, com versões depravadas dos heróis e vilões, simplesmente também tornam a vida dos Novos Deuses em um inferno. Eles estão próximos à Forja, que contém um metal líquido dourado composto da própria matéria da realidade. A máquina de Luthor pode usá-lo para fazer com que todos se lembrem de como eram seus universos antes da expansão da Energia das Crises, usada pelo Batman que Ri para moldar a realidade.

Na conversa com Darkseid, a amazona lembra que, para criar a máquina de Luthor, ela mesmo será imbuída de energia Anti-Crise; além disso, embora seja boa guerreira, Diana não é especialista em inventar coisas, então, ela partiu nesta missão sem nem mesmo saber como seria o design de tal invenção. E daí ela lembra que, primordialmente, o que a define é a busca pela verdade. E o dispositivo viria justamente para trazer isso à tona.

Então, ela mesma entra na Forja e sai completamente coberta com o metal líquido, em uma forma que promete ser sua versão mais poderosa até agora — talvez o suficiente para rivalizar com Perpétua e o Cavaleiro Mais Sombrio. Enquanto isso, o exército de Batman e Superman consegue deter as primeiras ondas de ataque, mas se veem em desvantagem com a chegada de oponentes ainda mais casca-grossa. A parte final sai este mês.

Marvel Comics

Fantastic Four - Road Trip #1

Imagem: Reprodução/Marvel Comics
Imagem: Reprodução/Marvel Comics

Entre 2000 e 2012, a Casa das Ideias manteve um grupo de “arquitetos”, três ou quatro roteiristas-chave para “pensar” o Universo Marvel e delinear os próximos anos da editora. Com o tempo, esse pessoal (Bendis, Brubaker, Fraction, Aaron e Hickman) partiram para outros projetos e a companhia vem promovendo alguns dos “young guns” de seu banco de talentos para a “Primeira Divisão”.

Este é o caso de Christopher Cantwell, que conhece bem os personagens e o lado “humano” da Marvel. Ele aparece este mês assinando vários títulos e um deles é essa história que lembra um road movie de dramédia, com certa dose de suspense, sci-fi, aventura e, claro, heroísmo. Pense em um filme família como Férias Frustradas ou Pequena Miss Sunshine, mas com o Quarteto Fantástico.

O estilo “indie” do português Filipe Andrade torna tudo mais casual e despretensioso, com momentos de tranquilidade que exploram melhor o cotidiano de uma família de cientistas, heróis e exploradores. É uma boa para ler na beira da piscina ou em frente ao mar em uma tarde de verão.

Maestro #5

Imagem: Reprodução/Marvel Comics
Imagem: Reprodução/Marvel Comics

Uma das versões mais interessantes do Hulk é o vilão que ele se torna em um de seus futuros alternativos, o Maestro. Na história original que o introduziu, vemos um cenário pós-apocalítico que mistura sci-fi com fantasia, em uma mistura de tecnologia avançada com tribalismo. Desde os anos 1990, ficou faltando explicar melhor como Bruce Banner deixou de existir e se perdeu definitivamente no interior do Gigante Esmeralda, que aos poucos perdeu sua humanidade.

O que é interessante de Maestro é que ele, na verdade, parece ter assumido a pior faceta de Banner, como estrategista e manipulador, mas com o poder e força do Hulk. Na minissérie, vemos o Gigante Esmeralda aos poucos se isolando de seus amigos e sofrendo ameaças que o levam ao extremo, até o ponto que ele simplesmente deixa de tentar encontrar uma bússola moral que o mantenha como um “herói”.

Ele libera essa versão poderosa, que vai eliminando seus oponentes e chega em um ponto do caminho que não há mais volta, a não ser conquistar o planeta. A trama é acima da média, principalmente quando há a participação de Germán Peralta, que impõe uma narrativa e traços no estilo Heavy Metal, já que os quadrinhos europeus de sci-fi foram grande inspiração de Peter David e George Pérez para a história original.

A minissérie agradou e ganha uma continuação em janeiro, em Maestro: War and Pax.

King in Black

Imagem: Reprodução/Marvel Comics
Imagem: Reprodução/Marvel Comics

Desde que começou a trazer boas histórias com Venom e teve sinal verde para trazer o Motoqueiro Fantasma Cósmico, Donny Cates conseguiu aproveitar os simbiontes parasitas para expandir sua presença em títulos da Marvel. Veja bem, a editora até mesmo mudou algumas só para incorporar as ideias de Cates nas origens de seu universo.

E grande parte do que ele vinha arquitetando há algum tempo agora toma forma como a saga King in Black, que mostra Knull, o deus dos simbiontes, com uma das criaturas mais poderosa do cosmos. Ele invade a Terra com uma armada de monstros, em busca do filho de Eddie Brock, Dylan. Embora tenha momentos explosivos típicos de Cates, a exemplo do vilão chegando dentro de um Celestial corrompido e dele conseguir partir o Sentinela ao meio, a verdade é que o conceito dos simbiontes, quando levado muito a sério, perde um pouco de sua diversão.

Na verdade, essa saga parece existir somente para posicionar Knull e os simbiontes na lista de novas ameaças cósmicas e para dar a Cates, que ganhou relevância na empresa, o reconhecimento pelas criações e boas vendas de seus trabalhos nos últimos anos.

Avengers #39-40

Imagem: Reprodução/Marvel Comics
Imagem: Reprodução/Marvel Comics

Entre o final dos anos 1990 e o início de 2010, a Marvel Comics passou por momentos de reestruturação de suas franquias e, principalmente depois do sucesso da Marvel Studios e da volta dos direitos dos X-Men e do Quarteto Fantástico, a editora conseguiu reposicionar seus maiores heróis e vilões em ciclos constantes de “soft reboots” para organizar a casa e alinhar as propriedades com o cinema.

Contudo, a editora não pode viver somente dessa retroalimentação, e as próprias adaptações para as telonas e telinhas nos próximos anos vão consumir boa parte de seus clássicos. E isso significa que a Marvel precisa também se dedicar mais para criar novas narrativas, eventos, personagens e propostas. E aí é que se encaixa o arco que começa nestas duas revistas

Os Vingadores Pré-Históricos são uma das melhores novas adições ao panteão da Marvel nos últimos anos, ao lado do Motoqueiro Fantasma Cósmico. Eles mostram de onde vieram elementos primordiais da mitologia marvete, a exemplo do Estigma, a Força Fênix, o Espírito da Vingança, os aliados nórdicos (neste caso, Odin), o Punho de Ferro, o Mago Supremo (Agamotto) e o Pantera Negra, que enfrentaram os Celestiais na Terra.

Em Avengers #39, vemos a origem da Lady Fênix, a primeira hospedeira da Força Fênix na Terra, que, basicamente, é uma espécie de Mowgli. Já na edição seguinte, vemos a formação de um novo grupo de heróis, no dias atuais, com parcelas do poder da entidade cósmica: Shang-Chi, Mulher-Hulk, Namor, Capitão América, Wolverine e Pantera Negra.

Desta vez, a história deve abordar uma competição e vai incluir a Força Fênix em um espectro mais amplo, não somente baseado em sua conexão com os mutantes. A história vem para destacar esse poderoso elemento na editora, assim como para reunir os Vingadores e os X-Men em momento bem diferente do que eles viviam na época do seu último encontro, em 2012.

Fonte: Canaltech

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