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HQs e super-heróis | Começa Heroes Reborn na Marvel e seguem as mudanças na DC

·12 minuto de leitura

O que aconteceu de mais relevante no mercado de quadrinhos norte-americano no mês que passou? A resposta está aqui, com uma lista resumida das principais edições lançadas em abril, especialmente da Marvel Comics e DC Comics.

Vale lembrar que, a cada semana, o mercado gringo recebe muitas edições, então, as “escolhidas” abaixo contam com um resumo rápido e alguns comentários. Várias dessas novidades chegarão ao Brasil muito em breve; e o objetivo aqui é também chamar atenção para coisas que têm grandes chances de influenciar as adaptações para TV e cinema. Você sempre pode acompanhar os lançamentos lá fora por meio do site Comic List.

Então, vamos lá, lembrando que este conteúdo traz uma boa dose de spoilers! Fique avisado.

DC Comics

A editora segue preenchendo as lacunas entre o que foi mostrado em janeiro e fevereiro, em Future State, evento que nos mostrou um futuro próximo bastante diferente; status atual, iniciado em Infinite Frontier, em março, que mostra o presente dos heróis e vilões no chamado Omniverso, os novos Multiversos que se cruzam para forma as realidades pós-Dark Knights: Death Metal.

As maiores mudanças na cronologia de maior destaque do atual Multiverso em foco envolvem os três títulos que são pilares da DC há décadas: Action Comics, Detective Comics e Wonder Woman. Na primeira, aos poucos vemos o Clark Kent passando o bastão para Jonathan Kent como o Superman da Terra, já que, em breve, Kal-El vai precisar ampliar a cobertura de suas ações para outras galáxias.

Imagem: Reprodução/DC Comics
Imagem: Reprodução/DC Comics

Já na revista do Batman, aos poucos vemos Gotham City se transformando, com vilões antigos se reformulando e novas ameaças com rosto e abordagens modernas. A cidade está cada vez mais parecida com a ambientação cyberpunk de Blade Runner. E no título da amazona, Diana Prince segue revisitando outras mitologias, deuses e semideuses, enquanto se prepara para assumir uma posição maior entre as divindades da DC Comics.

Action Comics #1031

Imagem: Reprodução/DC Comics
Imagem: Reprodução/DC Comics

Clark e Jonathan Kent têm enfrentado ameaças em conjunto e, surpreendentemente, temos visto Jonathan até se dar melhor em coisas que seu pai tem mais dificuldade em lidar. Mas aqui o foco mesmo é em pessoas que têm se tornado escravas em uma investida de Mongul pelos planetas. Clark vê que sua função de proteger e libertar inocentes precisa ser maior do que o que ele faz na Terra.

E como a comunicação com outros povos não é exatamente a especialidade de Kal-El, vemos ele tendo que deixar a Terra para investigar a “expansão” de Mongul. Assim, naturalmente vemos Jonathan se tornando o nosso Superman, enquanto Clark se prepara para viajar pela galáxia. A edição chama a atenção pela trama com mais elementos de ficção científica, confirmando a tendência dos últimos números.

Batman #108

Imagem: Reprodução/DC Comics
Imagem: Reprodução/DC Comics

O Espantalho, em uma versão mais inteligente e mortal, vem espalhando o medo em Gotham City. E, após os eventos de Joker War, há uma grande movimentação nos bastidores do submundo do crime, enquanto vemos o Batman aos poucos sendo desprestigiado entre policiais e autoridades. Bruce Wayne, sem os recursos de outrora, precisa, mais do que nunca, da ajuda da Oráculo, enquanto percebe o governo cedendo à atmosfera de ódio e paranoia que o Espantalho vem provocando. Com isso, o Homem-Morcego vai se tornando, cada vez mais, uma persona non grata em seu amado município.

Green Lantern #2

Imagem: Reprodução/DC Comics
Imagem: Reprodução/DC Comics

O momento é também de reformulação na Tropa dos Lanternas Verdes e no próprio título dos Gladiadores Esmeralda. Os três últimos anos com Grant Morrison foram ora interessantes e criativos, ora muito viajados e muito experimentais. A sensação de isolamento de Hal Jordan vem, aos poucos, sendo deixada de lado, com o retorno de uma trama clássica da equipe.

Oa agora faz parte dos Planetas Unidos, organização que reúne vários governos interplanetares. Ainda não se sabe exatamente o que isso significa na prática, mas isso gradualmente traz um aspecto político às tramas. Nesta segunda edição, o foco é em John Stewart e nas novas Lantenas, Sojourner Mullein e Queli Quintela, enquanto vemos o ataque terrorista que destroi a Bateria Central do planeta.

Justice League #61

Imagem: Reprodução/DC Comics
Imagem: Reprodução/DC Comics

O Brian Michael Bendis se dava bem com os Vingadores porque suas dezenas de diálogos rápidos e tiradas cômicas combinavam com o estilo debochado que ele aplicava na dinâmica de equipe. Isso não combina muito com a Liga da Justiça, mas confesso que gosto também de ver a mesma dedicação na construção do relacionamento entre os vilões, mesmo os mais mequetrefes, quanto na interação entre os heróis.

O Batman e as ameaças nunca conversaram tanto em um gibi da equipe, e, embora isso incomode os mais “puristas”, traz um frescor e “novidade” ao título mensal — especialmente com a ótima narrativa e design de personagens de David Marquez. Este arco introduz uma importante personagem, Naomi, que é uma homenagem a Dwayne McDuffie, falecido roteirista que criou diversos personagens afroamericanos, a exemplo de Super Choque, Icon e Hardware.

Rorschach #8

Imagem: Reprodução/DC Comics
Imagem: Reprodução/DC Comics

Vou aproveitar a mini resenha desta série limitada para explicar como a adaptação de Watchmen cativou tantos seguidores — algo que muitos dos fãs dos quadrinhos não esperavam. Isso porque a estrutura narrativa da obra original, embora tenha uma cadência cinematográfica, explora elementos específicos da Nona Arte.

Por exemplo, Alan Moore e Dave Gibbons usam muitos elementos simétricos, tanto no visual como na composição. E isso faz parte da maneira do Doutor Manhattan pensar, pois ele aprendeu com seu pai, um relojoeiro, a ser metódico e sistemático. A edição número seis mostra bem isso, ao exibir o layout de páginas e contagem de palavras e balões como um espelho, que se encontra na splash page do miolo, onde está a estrutura de Marte criada pelo deus azul. E isso, assim como outras coisas, especialmente a manipulação de tempo da narrativa, não é possível reproduzir no cinema com a mesma função.

Imagem: Reprodução/DC Comics
Imagem: Reprodução/DC Comics

E quando Watchmen foi lançado, o Homem-Aranha estava no auge de sua popularidade, após a popular fase de John Romita (o pai, não o filho). Então, a ideia de Alan Moore para sua criação era ser uma antítese para o heroísmo altruísta do Escalador de Paredes. Esse contraste fortaleceu o conceito de que, se você ganhasse poderes, não seria Amigo da Vizinhança; você roubaria um banco ou usaria suas habilidades para fins próprios — nada de “poderes e responsabilidades”.

Quando Zack Snyder lançou Watchmen, o Homem-Aranha de Sam Raimi também fazia muito sucesso. Então, o filme cumpriu um papel parecido. Além disso, o cineasta, que é um artista gráfico, conseguiu construir uma ambientação muito próxima dos quadrinhos. Para completar, Snyder, que trabalhou um bom tempo com videoclipes antes de virar diretor de longas, aproveitou bem as passagens musicais para adicionar algo que não havia nas revistas: som. E ele usou de forma inteligente, como, por exemplo, para contar a história dos Minutemen em uma canção de época do Bob Dylan — nas publicações, isso é mostrado como pequenos capítulos no posfácio de cada edição.

Pois bem, depois que a HBO lançou também uma série, que aproveitou a atmosfera reproduzida por Snyder e ampliou esse mundo, a DC, que já tinha percebido a sede dos fãs em continuar acompanhando histórias nesse universo, lançou esta história, Rorschach, que está na oitava edição. Neste número vemos que o enredo realmente leva em consideração tanto a obra original dos quadrinhos, quanto o filme e a série. Aqui, por exemplo, vemos pessoas sendo interrogadas e dizendo que vários policiais fora dos Estados Unidos também passaram a usar máscaras para proteger a identidade.

A trama envolve um assassinato e a misteriosa identidade do novo Rorschach, com a atmosfeda de paranoia e teorias da conspiração, com direito a várias referências históricas e celebridades — um prato cheio para os fãs. Estou esperando a reunião do Watchmen, que parece mesmo que vai acontecer até o final, vamos aguardar.

Wonder Girl #1

Imagem: Reprodução/DC Comics
Imagem: Reprodução/DC Comics

Bem, a Mulher-Maravilha está prestes a assumir um lugar entre as entidades mais poderosas da DC Comics, por isso ela será substituída por duas novas guerreiras. Uma dela é mais jovem, a brasileira Yara Flor, que, para assumir o papel de Moça-Maravilha, tem que compreender a mitologia das amazonas, já que suas raízes estão no nosso folclore. A arte de Joëlle Jones é o grande chamariz, além do interessante crossover de culturas, especialmente a nossa.

Marvel Comics

O que aconteceria com o Universo Marvel caso os Vingadores não existissem? Pois bem, é exatamente isso que o capetão Mephisto propõe ao alterar a realidade e modificar os principais heróis da editora, na saga Heroes Reborn — que tem o mesmo nome do infame evento publicado nos anos 1990. Assim, o Esquadrão Supremo, que conta com personagens análogos aos da Liga da Justiça, entram em cena.

A série até agora está divertida, sem se levar muito a sério, promovendo fusão de personagens (como Doutor Destino com Fanático) e mudando drasticamente o comportamento dos principais Vingadores. E, ao simular a Liga da Justiça na Marvel, a trama tira onda com a concorrência com atitudes extremas do Esquadrão Supremo — para ter uma ideia, o Hyperion, o “Superman” da equipe, destroça o Galactus, atravessando a cabeça dele.

Imagem: Reprodução/Marvel Comics
Imagem: Reprodução/Marvel Comics

Sabemos que isso tudo vai resultado em retcon, mas é divertido ver a Marvel também brincando com diferentes versões de seus heróis, a exemplo do que a DC costuma fazer com muita frequência. Estamos na edição número quatro, vamos ver no que vai dar.

Immortal Hulk - Time of Monsters #1

Imagem: Reprodução/Marvel Comics
Imagem: Reprodução/Marvel Comics

O título mensal Hulk Imortal introduziu o conceito da Porta Verde, que é basicamente um acesso para uma esfera maligna que se materializa em nosso plano por meio de monstros imortais irradiados pela radiação gama. Esse conceito ajudou a explicar as mortes e retornos de vários personagens, inclusive do próprio Hulk, e estabeleceu a atmosfera de terror cósmico proposta pela revista.

A fase está terminando, mas, antes, a Marvel coloca este especial nas bancas para servir como a consolidação da Porta Verde como um novo elemento para a fundação do universo da Casa das Ideias. Aqui, vemos os primórdios desse portal e como outras criaturas já vieram dela em tempos remotos.

X-Men - Curse of the Man-Thing #1

Imagem: Reprodução/Marvel Comics
Imagem: Reprodução/Marvel Comics

A cada dia fica mais claro que a Marvel tem interesse em explorar o Homem-Coisa em seu universo cinematográfico. Ele é uma peça importante para o Multiverso da Casa das Ideias, pois monitora o Nexus das Realidades, que até pode ter aparecido em WandaVision. Além disso, ele tem conexões com os personagens mágicos. Aqui, vemos a trama entrelaçando a criatura com o lado místico dos X-Men, especialmente com Illyana Rasputin, também conhecida como Magia.

Homem-Coisa deve aparecer na Marvel Studios muito em breve, anotem.

Star Wars - War of the Bounty Hunters Alpha

Imagem: Reprodução/Marvel Comics
Imagem: Reprodução/Marvel Comics

Em The Mandalorian, vimos uma interessante participação do adorado Boba Fett, o que vai resultar em uma série própria do caçador de recompensas no Disney+. Mas a aparição do personagem ficou meio mal explicada, especialmente porque nos filmes originais de Star Wars ele tem pequena participação e depois é engolido por um verme do deserto.

Esta edição ajuda a explicar o que aconteceu quando Boba Fett congelou Han Solo com carbonita entregou o pistoleiro para Jaba the Hutt, assim como as razões que o levaram a se voltar contra seu contratante. De quebra, também vemos o que aconteceu com Jango Fett durante esse período.

Star Wars - The High Republic #5

Imagem: Reprodução/Marvel Comics
Imagem: Reprodução/Marvel Comics

Esta série limitada tem grande importância no futuro da franquia, já que faz parte do conteúdo que a Disney delineou para explorar a era da Alta República, quando os Jedis existiam aos montes e patrulhavam a galáxia. É curioso e interessante ver Star Wars povoando melhor seus planetas, com diferentes tipos de raças e estruturas — algo que em Star Trek sempre foi mais complexo e denso.

Aqui vemos um grupo de Jedis investigando uma nave Hutt abandonada, enquanto uma incursão Nihil acontece em meio ao sumiço de colonos. Há também o aspecto político, afinal, estamos falando de Alta República.

Daredevil #30

Imagem: Reprodução/Marvel Comics
Imagem: Reprodução/Marvel Comics

As histórias de Matt Murdock funcionam melhor quando ele está na pior, em enredos que misturam drama de tribunal com e ação em presídio. É exatamente isso que acontece atualmente, quando o Demolidor vai para a cadeia, na persona do herói mesmo. Enquanto ele é esfaqueado e quase morre, Elektra o substitui na Cozinha do Inferno. Nada de novo, mas a mesma coisa boa de sempre.

Shang-Chi #1

Imagem: Reprodução/Marvel Comics
Imagem: Reprodução/Marvel Comics

O mercado chinês de cinema é muito importante para a bilheteria da Marvel Studios — e para todo mundo, por isso, faz um tempo que vemos a inclusão de mais orientais nos filmes norte-americanos. E com a ampliação da diversidade nos longas da Casa das Ideias, a editora vem tratando o lançamento de Shang-Chi e a Lenda dos Dez Aneis como uma produção de personagem de primeira grandeza.

Como sempre, a editora alinha o que vem por aí com um título mensal, que é escrito por um chinês e traz a vibe de quadrinhos orientais em meio à cultura chinesa. E, claro, muita pancadaria, com direito a participação do sempre espirituoso Homem-Aranha.

Até o próximo mês!

Obviamente, não dá para comentar tudo o que saiu no mercado norte-americano nas quatro semanas anteriores, mas essas edições são as que mais fizeram barulho em maio e prometem ter relevância nas editoras (e em suas outras mídias) nos próximos meses.

Continuem lendo as matérias de quadrinhos e toda a cultura pop aqui do Canaltech. A coluna no primeiro domingo de julho. E quem quiser me acompanhar no Twitter e saber das matérias relacionadas que saem durante o período, é só me seguir no @clangcomix. Até logo!

Fonte: Canaltech

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