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Hotéis apostam em estadias locais para sobreviver à Covid

Arianne Cohen

(Bloomberg) -- O setor hoteleiro global está apostando tudo nas viagens de curta distância. Milhões deles.

No mundo todo, as pessoas ficaram presas em casa por meses. Agora, à medida que as quarentenas diminuem, alguns começam a sair da toca. Aqueles com meios querem desesperadamente fugir, mas o medo do coronavírus permanece muito real.

Então, como fazer uma pausa durante pandemia? Evitamos o transporte público. Certamente não voamos. E ficamos perto de casa. Em outras palavras, vamos a um hotel. A Associação Americana de Hotéis e Hospedagem disse que, antes da pandemia, havia 1,1 bilhão de reservas nos EUA anualmente. Agora, o setor terá sorte se atingir metade disso: os números do início de junho caíram 50%. Com negócios e viagens aéreas praticamente parados, empresas hoteleiras apostam em viagens com destinos locais como estratégia de sobrevivência a curto prazo.

Dos fins de semana de dois dias a intervalos de uma semana, pessoas em busca de lazer pegam a estrada, dirigindo até 5 horas em busca de serviço de quarto e cascatas. A experiência dos hotéis na Ásia fornece um roteiro para estabelecimentos na Europa e nos Estados Unidos. Durante o feriado de 1º de maio da China, por exemplo, a ocupação superou 50% depois de meses nos quais o índice chegou a cair para 10%.

“Todo mundo viu um salto enorme, o que foi ótimo“, disse Michelle Woodley, presidente da Preferred Hotels and Resorts, que tem 180 propriedades na região da Ásia-Pacífico (das 750 no mundo). “Na verdade, tínhamos um hotel em Chengdu, o Wanda Reign, que ficou a 100% por dois dias. O feriado apenas solidificou para nós que, quando as pessoas tiverem oportunidade, ainda vão viajar por perto.”

Analistas acreditam que pessoas que viajam para destinos locais podem aumentar a ocupação de hotéis nos EUA e na Europa em relação à desanimadora taxa de 25% em abril. Nos EUA, ocupação no fim de semana do Memorial Day no mês passado foi de apenas 36%, embora com alguns pontos positivos: Nova York, Virginia Beach, Virgínia, Tampa, Flórida e Phoenix superaram os 40%, de acordo com a empresa de dados de hospitalidade STR. Em 2019, a ocupação média nos EUA foi de 66%, de acordo com a consultoria de hospitalidade HVS.

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