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Hospital Ronaldo Gazolla deixa de ser exclusivo para a Covid-19 e volta a fazer outros atendimentos a partir de sexta-feira

·3 min de leitura

Dedicado exclusivamente ao tratamento da Covid-19 na cidade do Rio desde março, o Hospital Ronaldo Gazolla, em Acari, na Zona Norte, voltará a atender outras doenças e condições a partir desta sexta-feira, dia 1º de outubro. Dos 420 leitos da unidade, 100 serão reconvertidos para o atendimento geral. Com isso, dois dos cinco andares do hospital serão reabertos para pacientes com outros problemas que não a Covid-19.

A decisão da Secretaria municipal de Saúde (SMS) se baseia na redução do número de hospitalizações por Covid-19 no município e na necessidade de atendimento a outras doenças, uma demanda represada pela pandemia. Na última quinta-feira, em reunião com a SMS, o Comitê Científico de Enfrentamento à Covid-19 (CEEC) recomendou que a pasta avaliasse a possibilidade de destinar um percentual dos leitos reservados à Covid-19 para “atender à demanda reprimida na assistência a pacientes com outras doenças e agravos”, como consta no sumário executivo do encontro.

O Ronaldo Gazolla foi uma das unidades escolhidas para a reconversão porque tem muitos leitos desocupados, já que a pressão hospitalar provocada pela pandemia, segundo a prefeitura, deu uma trégua. Dados do último boletim epidemiológico da cidade, divulgado na sexta-feira passada, apontam uma queda de 42% no número de novas internações entre as semanas epidemiológicas 33 (15 a 21 de agosto) e 37 (12 a 18 de setembro). Na primeira semana de referência, foram registradas 609 admissões em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) localizadas na cidade; na mais recente, 361.

— Hoje, o número total de leitos do Ronaldo Gazolla (420) é maior do que o número de internados por Covid-19 em toda a cidade (410) — destaca Daniel Soranz, secretário municipal de Saúde do Rio. — Com essa medida, estamos atendendo à recomendação do nosso comitê científico de voltar os olhos para outras doenças.

Dos 100 leitos reconvertidos, 48 são de UTI e 52 de enfermaria. Os 320 restantes continuarão exclusivos para o tratamento da Covid-19. Destes, 280 são de UTI e 40 de enfermaria.

Segundo dados públicos do Censo Hospitalar da SMS, o Hospital Ronaldo Gazolla tem 176 leitos livres no início da tarde desta quarta-feira, o que corresponde a 41% do total da unidade. Dos 218 ocupados, 177 abrigam pacientes com Covid-19 ativa e os outros 41 estão reservados para portadores da chamada pós-Covid, ou Covid longa, que se caracteriza por sequelas e sintomas de longo prazo provocados pela doença.

Epidemiologista e professora do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Gulnar Azevedo vê com bons olhos a iniciativa de reconversão de leitos, mas destaca que a prefeitura precisa ter um plano bem definido para o caso de a Covid-19 voltar a causar pressão hospitalar.

— Muitas pessoas com outras doenças tiveram seu tratamento prejudicado ou adiado por causa da pandemia. Se há leitos livres, é bom que essa demanda seja atendida. Mas, em caso de necessidade, a prefeitura vai ter que reconverter esses leitos para a Covid-19 com agilidade. Esperamos que não aconteça, mas se uma nova variante surgir, por exemplo, a prefeitura vai ter que saber o que fazer — pontua a especialista.

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