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Hospital no Texas demite mais de 150 funcionários por negarem tomar vacina

·2 minuto de leitura
Hospital no Texas demite mais de 150 funcionários por negarem tomar vacina
Hospital no Texas demite mais de 150 funcionários por negarem tomar vacina

O Hospital Metodista de Houston, no estado americano do Texas, despediu 153 funcionários que se negaram a tomar a vacina contra a Covid-19. Inicialmente, o número de empregados do sistema hospitalar que negaram receber o imunizante era até maior, chegando a 178, porém, 25 deles acabaram mudando de ideia depois que a administração ameaçou demiti-los caso eles não tomassem o imunizante, então, eles foram vacinados e mantidos no quadro de empregados.

O hospital chegou a conceder isenções a alguns funcionários que não podiam receber a vacina por razões médicas válidas e presentes na bula do imunizante e também a mulheres com gravidez ativa. No entanto, esses 153 empregados não estavam em nenhuma dessas categorias, tendo decidido ativamente não receber a vacina por se declararem “antivax”, o que foi considerado inaceitável pela administração do hospital, já que eles teriam contato com pessoas doentes.

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Antes de serem demitidos, os funcionários chegaram a judicializar a questão e entraram com um processo federal contra seu então empregador, alegando que estavam sendo forçados a servir como “cobaias humanas” de um “medicamento não aprovado”. Contudo, de acordo com o portal Futurism, o imunizante escolhido pelo hospital, que não foi divulgado, foi um dos que recebeu autorização de uso da Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA).

Alegações jurídicas

Código de Nuremberg determinou as diretrizes para pesquisas médicas. Crédito: CC0 Domínio Público
Código de Nuremberg determinou as diretrizes para pesquisas médicas. Crédito: CC0 Domínio Público

Na ação, os agora ex-empregados também alegaram que o hospital exigia que seus funcionários fossem vacinados contra um vírus que ainda estava se espalhando ativamente, o que, na visão deles, era uma violação do Código de Nuremberg. Este código é um conjunto de diretrizes para pesquisa médica adotado após o fim da Segunda Guerra Mundial, a fim de evitar que atrocidades, como as cometidas pelo médico nazista Josef Mengele, voltassem a acontecer.

Porém, todos os argumentos apresentados por eles foram rejeitados pelo juiz que supervisionou o processo e o hospital foi autorizado a manter as demissões. Entretanto, pelo menos uma parte dos demitidos não ficará desamparada, já que Jennifer Bridges, que é enfermeira, antivax convicta e líder dos protestos contra o hospital, disse que já conseguiu um outro emprego, onde cuida de pacientes fora de um ambiente hospitalar.

Com informações da Associated Press

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