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Homem recebe R$ 15 bi por acidente e tem cartão bloqueado ao tentar devolver

Em Goiás, um cobrador de ônibus recebeu R$ 15 bilhões por acidente
Em Goiás, um cobrador de ônibus recebeu R$ 15 bilhões por acidente
  • Caso aconteceu em 2019 no estado de Goiás;

  • Jairo Xavier Evangelista, de 51 anos, tentou devolver o dinheiro assim que viu o erro;

  • Atendente esqueceu de avisar que seu cartão ficaria bloqueado até a normalização da conta.

Um cobrador de ônibus de Goiás recebeu R$ 15,5 bilhões em sua conta corrente por acidente. Ao notar o erro, o homem entrou em contato com a Caixa Econômica Federal para tentar devolver o dinheiro, mas acabou tendo seu cartão bloqueado e agora está processando o banco.

O caso aconteceu em 2019. Jairo Xavier Evangelista, de 51 anos, disse ter entrado em contato com o banco no momento em que viu o alto valor, alertando a atendente do banco, que confirmou o erro e afirmou que o estorno seria feito até o próximo dia útil.

Após isso, Evangelista foi até o posto de gasolina abastecer seu carro, quando foi surpreendido com a recusa do cartão na hora de pagar. Acontece que a funcionária não o avisou de que seu cartão ficaria bloqueado até a normalização da conta.

"Evangelista voltou para casa de tanque vazio e com um enorme constrangimento. Ademais, ficou sem poder utilizar seu veículo durante todo final de semana, não pôde sacar dinheiro ou fazer qualquer compra durante esses dias", disse o advogado de Evangelista.

Em ação judicial, a Caixa alegou que não houve erro no congelamento da conta de Jairo, tendo sido causado por conta da inadimplência do cliente. "A verdade é que (ele) deixou de efetuar os pagamentos devidos em sua conta corrente", alegou o banco.

No entanto, o juiz Leonardo Tocchetto Pauperio, da Subseção Judiciária de Luziânia, em Goiás, argumentou que a falha do banco foi "evidente", mas que Evangelista também não conseguiu trazer provas dos danos alegados. No fim, a indenização pedida de R$ 10 mil ficou em apenas R$ 1 mil. Para o juiz, o valor é "justo, razoável e proporcional ao dano apurado nos autos, devendo o valor ser corrigido a partir da data do arbitramento".