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Homem recebe diagnóstico de doença degenerativa e cria robô para alimentá-lo

Nathan Vieira
·2 minuto de leitura

Em 2017, o engenheiro norte-americano Matt McKeown foi diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica, doença que afeta as células nervosas do cérebro e da medula espinhal, fazendo com que as pessoas percam a capacidade de controlar os membros e a fala. No entanto, em resposta à doença, o rapaz construiu para si mesmo um robô assistente pessoal para ajudá-lo a se alimentar quando ele não pudesse mais segurar talheres.

Logo que passou a sentir as consequências da doença, o engenheiro investiu em inúmeras ferramentas e gadgets. "Eu enlouqueci na Amazon, apenas comprando todas as ferramentas e gadgets que eu podia — e só tentando encontrar coisas que me ajudassem a viver uma vida normal enquanto eu pudesse. Foi uma espécie de evolução", disse.

O robô, que pode dar comida para McKeown ou ajudá-lo a beber água, surgiu da necessidade de permanecer o mais independente possível. O engenheiro o construiu com a ajuda de um amigo, com o custo de US$ 300 (o equivalente a R$ 1,6 mil), de acordo com o veículo norte-americano Detroit Free Press. Para se ter uma ideia, os robôs de alimentação assistida disponíveis para compra podem custar de US$ 4,5 mil a US $ 6 mil (cerca de R$ 24 a R$ 32 mil), tornando-se uma compra irreal para muitas pessoas que vivem com a doença.

Engenheiro norte-americano Matt McKeown criou robô para ajudá-lo (Imagem: Reprodução/Detroit Free Press)
Engenheiro norte-americano Matt McKeown criou robô para ajudá-lo (Imagem: Reprodução/Detroit Free Press)

“Parecia errado cobrar tanto por algo que poderia ser tão útil, então decidi fazer isso sozinho com a ajuda de um amigo muito talentoso”, contou McKeown. Além de seu próprio robô, McKeown tem participado de pesquisas clínicas e também catalogado as ferramentas que podem ajudá-lo a manter sua independência para que outras pessoas com a doença possam fazer o mesmo. “Não há esperança de cura ou de encontrar uma droga melhor neste momento, mas você só quer tentar fazer o futuro melhor do que o presente”, disse o engenheiro.

No início do ano passado, a Microsoft trouxe à tona a história de Dorivaldo Fracaroli, diagnosticado com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), que conseguiu recuperar o poder se comunicar com familiares, amigos e o com o mundo, através do Tobii Dynavox PCEYe Mini, rastreador ocular que se conecta a um PC ou tablet com Windows. O equipamento permitiu que ele utilizasse os olhos como se fosse um mouse ou teclado. Na prática, basta olhar para a tela do computador e controlar o cursor do mouse com o movimento dos olhos.

Fonte: Canaltech

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