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Homem acusa Apple de "roubar" seu iPhone 7 e pede R$ 4,9 trilhões em indenização

Rafael Arbulu

Nos Estados Unidos, um homem chamado Raevon Terell Parker está movendo seu segundo processo contra a Apple, alegando que a empresa "roubou" seu iPhone 7 após o aparelho ter sido deixando em uma Apple Store em busca de reparos. O reclamante alega que seu aparelho era "único", sendo "o primeiro a trazer funções inéditas" que, mais tarde, viriam a aparecer no iOS 12 e versões posteriores.

No primeiro processo movido contra a empresa, em maio de 2019, Parker pedia por US$ 2 trilhões de indenização (R$ 9,8 trilhões, em conversão direta), alegando que foi graças ao seu iPhone 7 que a Apple "descobriu" funções como as chamadas em grupo do Facetime, entre outros recursos. Na época, ele perdeu o processo, no qual o juiz dispensou o caso sem nem ir a julgamento.

No último dia 1º, porém, o cidadão voltou a processar a empresa, alegando ser "dono de patentes" referentes ao iOS 12.0.1 e iOS 13. Agora, Parker pede uma indenização de US$ 1 trilhão, cerca de R$ 4,9 trilhões.

Os valores incabíveis nem são o que há de mais interessante da notícia, que encontra seu real charme no fato de que, pela argumentação de Parker, a Apple, dona do iPhone e, consequentemente, do iOS, viria a "descobrir" (e não "desenvolver") funções pertinentes a sua propriedade intelectual.

(Imagem: Divulgação/Apple)

2019: indenização de R$ 9,8 trilhões

Nas alegações do primeiro processo, Parker afirmou que “as novas funções incluem o iPhone 7 ser ajustado de forma a contornar certas opções de carregamento de tela, permitindo que iPhones se comunicassem com outros dispositivos de forma mais rápida e precisa”. Isso seria, segundo o reclamante, a base para a criação do iOS 12, que viria a ser lançado em setembro de 2018, cinco meses após o “roubo”. Além disso, Parker também ressalta o "estresse de perder os ajustes de seu iPhone”, “perder senhas armazenadas” e “refazer o download de aplicações”.

Por causa de tudo isso, Raevon Terell Parker pediu o seguinte em forma de compensação:

  • iPhone 7: US$ 1 trilhão;
  • iOS 12: US$ 1 trilhão;
  • O psicológico de Raevon Terell Parker: inestimável;
  • Total exigido: US$ 2 trilhões, cerca de 9,8 trilhões de reais em uma conversão direta.

Vale citar que essas exigências estão descritas integralmente nos documentos do processo, como indica a imagem abaixo:

(Imagem: Reprodução/Apple Insider)

Como dito anteriormente, o processo de maio de 2019 foi dispensado por um juiz no mesmo mês, com a Apple argumentando em juízo que o reclamante “falhou em afirmar uma moção”, um jargão jurídico que basicamente se traduz para “esse processo não tem qualquer fundamento”.

2020: indenização de R$ 4,9 trilhões

Agora, Raevon Terell Parker moveu um segundo processo (aberto em 1º de junho) contra a Apple. Na nova documentação, na qual alega ser “dono das patentes do iOS 12.0.1 e posteriores” e “iOS 13 e posteriores”, ele pede indenização para compensar “hospitalização, gastos com viagem, estresse, humilhação, constrangimento e difamação de caráter”. Além disso, Parker ressalta: “não acho que há compensação para o reclamante ser chamado de louco”.

O segundo processo ainda não foi julgado e, até o momento, a Apple não se manifestou sobre o caso.

Fonte: Canaltech