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Home office sem confiança e autonomia está fadado ao fracasso, diz VP do Banco do Brasil

Lucas Carvalho
·2 minuto de leitura

A pandemia de covid-19 fez com que 46% das empresas brasileiras adotassem o regime de trabalho à distâncias, também conhecido como home office, segundo uma pesquisa feita em julho pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com o novo jeito de trabalhar surgiram também novos desafios, principalmente para os gestores que agora precisam administrar uma equipe não divide mais o mesmo teto.

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O segredo para um home office eficiente, segundo Mauro Ribeiro Neto, vice-presidente corporativo do Banco do Brasil, é flexibilizar a relação entre chefe e funcionário. "O chefe precisa entender que agora, em home office, não há uma jornada pré-definida de horário de trabalho. Se o home office não for acompanhado também de mais autonomia, de mais confiança naquele funcionário que está em casa, ele está fadado ao fracasso."

Neto é um dos convidados do mais recente episódio da nova temporada de Líderes, programa original do Yahoo Finanças que coloca frente a frente executivos das principais empresas do Brasil e do mundo para discutir negócios, inovação, empreendedorismo e responsabilidade social.

Episódios anteriores

Neste episódio de Líderes, Neto e Fabio Costa, vice-presidente da Salesforce no Brasil, discutem o modelo ideal de trabalho para o funcionário e para a empresa diante da ameaça do coronavírus, e o futuro do home office no pós-pandemia. Será que ele veio para ficar?

Para o executivo do BB, se o home office vai virar o "novo normal", ninguém sabe. Mas pelo menos um legado é certo: a cultura de dar mais liberdade, autonomia, confiança e responsabilidade aos funcionários, mesmo com todos de volta ao escritório. O outro legado, segundo Neto, é a mudança na forma de medir a produtividade da equipe.

"Costumo dizer que é muito confortável para o gestor controlar o funcionário dentro do escritório. Muitas vezes, o método de mensurar essa produtividade que ele utiliza é o de horas dentro do escritório. Esse é um método já arcaico, que não revela realmente a produtividade da instituição", diz Neto.

"O home office nos permitiu questionar a forma como a gente mensurava produtividade antes da pandemia, mas dadas as circunstâncias em que ele está sendo praticado hoje, eu não acredito nessa forma como uma forma perene de trabalho remoto."

Quem é Mauro Ribeiro Neto

Mauro Ribeiro Neto, Vice-Presidente Corporativo do Banco do Brasil (Foto: Brito Júnior/Divulgação)
Mauro Ribeiro Neto, Vice-Presidente Corporativo do Banco do Brasil (Foto: Brito Júnior/Divulgação)

Formado em direito pela Universidade Federal de Juiz de Fora, foi membro do conselho administrativo da Neoenergia e diretor do Departamento de Governança e Avaliação de Estatais. Antes de assumir como vice-presidente corporativo, foi assessor especial do presidente do Banco do Brasil.

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