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Coronavírus: como trabalhar de casa sem se afetar com o confinamento

Foto: Getty Images

Pessoas do mundo todo foram instruídas a trabalhar de casa, quando possível, para ajudar na contenção da propagação do coronavírus. Para algumas pessoas, a ideia de autoisolamento pode ser um sonho: não ter que pegar o metrô lotado ou o trânsito caótico, trabalhar no conforto de casa e até ficar o dia inteiro de pijama.

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Para outras, por outro lado, trabalhar de casa pode ser um desafio. Pessoas que adoram socializar, mesmo que seja uma simples conversa na cozinha do escritório, podem ter dificuldade com o isolamento do mundo exterior. Além disso, o trabalho remoto pode ser ainda mais complicado para quem tem filhos pequenos.

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Muitas pessoas sentem aquela ansiedade em determinado momento no caso de não poder sair de casa por um longo período devido ao clima ou por estar doente. Em 1984, pesquisadores de Minnesota descobriram que, embora o chamado "estresse do confinamento" possa afetar cada pessoa de uma forma, em geral ela é caracterizada por ansiedade, irritabilidade, tédio e inquietação. Basicamente, é muito estressante se afastar da rotina diária, trancafiar-se em casa e ter opções e atividades restritas.

Mantenha o contato com outras pessoas

Um dos aspectos mais complexos do autoisolamento ou do trabalho remoto é administrar a solidão, que já é um problema cada vez maior entre os trabalhadores. A solidão é ruim para a mente e para o corpo, aumentando o risco de pressão alta, obesidade e problemas mentais, como ansiedade ou depressão.

De acordo com uma pesquisa realizada pela CV Library com 2.000 profissionais, cerca de 53% afirmaram sofrer de solidão no local de trabalho. Dois terços das pessoas entre 35 e 44 anos se sentem solitárias no trabalho, faixa etária que conta com a maior incidência de isolamento. Outras 47,4%, dos 45 a 54 anos, afirmaram também se sentir sozinhas no trabalho.

Por enquanto, não podemos curtir o happy-hour no barzinho depois do trabalho nem sair para jantar com amigos como de costume, mas a socialização ainda é importante. Uma conversa rápida ao telefone com um amigo ou colega pode ser muito bom; um simples bate-papo breve para saber como andam as coisas já é suficiente.

Organize bem o seu dia

Uma mudança na rotina de trabalho pode ser difícil, principalmente se você tem o costume de se levantar às 7h, ir para o escritório e desligar de tudo quando chega de volta em casa. De repente, você pode não ter que acordar tão cedo e seu espaço pessoal passa a ser também seu escritório.

É tentador acordar quando quiser, mas manter uma rotina e a organização é a chave do sucesso quando se trabalhar em casa. Tente se levantar no mesmo horário todos os dias, faça uma pausa para o almoço e para o cafezinho e encerre o trabalho em um horário razoável. Estabeleça uma lista de tarefas a cumprir ou faça um cronograma do que e quando você tem que fazer ao longo do dia. Montar um home-office, que pode ser simplesmente uma pequena mesa na sala de estar ou na cozinha, é fundamental. Você sabe onde o trabalho renderá mais, mas ter uma mesa adequada provavelmente aumentará sua concentração.

Tente mudar o cenário

Se você trabalha em casa, mudar o espaço de trabalho de vez em quando pode ajudar a evitar o estresse do confinamento. De acordo com o estudo de Minnesota, muitas soluções para manter um estado mental e corporal positivo envolvem uma mudança no cenário físico ou mental. "Além disso, ter em mente o conceito de 'estresse do confinamento' pode ser útil porque cria uma maneira de interpretar o que estava acontecendo e definir estratégias para resolver os problemas", afirmaram os pesquisadores.

Você pode trabalhar na varanda, no jardim ou levar o home office para outro cômodo a cada dois dias. Fazer pausas regulares é importante, mesmo se estiver em casa.

Obviamente, diante das circunstâncias atuais, para algumas pessoas é mais fácil falar do que realmente fazer uma mudança física de ambiente. De acordo com as últimas orientações do Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido para o autoisolamento, por exemplo, qualquer pessoa que apresente sintomas deve ficar em casa por pelo menos sete dias. Se você mora com outras pessoas, elas devem ficar em casa por pelo menos 14 dias para evitar a transmissão do vírus para pessoas de fora.

Mas, se alguém que mora com você apresentar sintomas, essa pessoa deve ficar em casa por sete dias a partir do dia em que os sintomas iniciarem, mesmo que isso signifique ficar em casa por mais de 14 dias.

Estabeleça metas simples

Quando não há outra opção a não ser ficar em casa, os dias podem parecer intermináveis, principalmente com essa enxurrada de notícias ruins todos os dias. Definir pequenas metas, como aprender algo novo, fazer um curso on-line ou ler um novo livro por semana, pode ajudar.

Outro ponto importante do trabalho remoto é não deixar a preguiça vencer. A atividade física libera substâncias químicas cerebrais, como endorfinas, que ajudam a aliviar o desconforto e a melhorar o humor. Um estudo de 2017 realizado pelo Instituto Black Dog concluiu que se exercitar regularmente em qualquer intensidade pode ajudar a prevenir a depressão, ou seja, alguns poucos minutos de exercício por dia pode trazer muitos benefícios à sua saúde mental. A academia pode estar fechada, mas o YouTube tem diversos vídeos sobre como se exercitar em casa, de zumba a ioga, além de exercícios de resistência.

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