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Holograma que flutua no ar nos deixa mais perto do Holodeck de Star Trek

·3 minuto de leitura

Um dispositivo de realidade virtual inteligente, que combina teletransporte com sistemas holográficos evoluídos no ano de 2360: os apaixonados pela série Star Trek sabem que essa é a descrição de um holodeck. Essa tecnologia, porém, pode ter sido inventada agora, 339 anos antes, por cientistas da Universidade Brigham Young, nos EUA.

Em 2018 eles já tinham demonstrado um dispositivo que usava lasers para criar imagens holográficas estáticas. Desta vez, os hologramas possuem movimentos, com representações animadas em três dimensões e que podem ser projetadas em pleno ar.

Hologramas 3D comuns precisam de uma tela especial para serem exibidos com clareza. Isso faz com que o efeito tridimensional seja limitado pelo campo de visão de quem observa a cena. Nesta nova abordagem, as telas foram substituídas pelos lasers, dando mais profundidade e realismo aos objetos projetados.

“O que você está vendo nas cenas que criamos é real, não há nada gerado por computador sobre elas. Isso não é como nos filmes, onde os sabres de luz ou os torpedos de fótons nunca existiram de verdade no espaço físico. Eles são reais e, se você olhar para eles de qualquer ângulo, verá que existem naquele espaço”, explica o professor Dan Smalley.

Holodeck de Star Trek (Imagem: Reprodução/CBS)
Holodeck de Star Trek (Imagem: Reprodução/CBS)

3D de verdade

Sem a restrição imposta pelo campo de visão, o observador pode ver as imagens flutuantes enquanto caminha ao redor delas, sem a necessidade de óculos especiais ou qualquer outro equipamento que atrapalhe a experiência. “Essa tecnologia pode possibilitar a criação de conteúdo animado vibrante que orbita, rasteja ou explode diante dos nossos olhos”, prossegue Smalley.

Para demonstrar a capacidade do novo dispositivo, os cientistas usaram pequenas recriações de naves espaciais de Jornada nas Estrelas, simulando uma batalha de torpedos de fótons, no melhor estilo Federação contra Klingons. Como não queriam desapontar os fãs de Star Wars, os pesquisadores também criaram versões em miniatura de Obi-Wan e Darth Vader duelando com seus sabres de luz.

Realidade diminuída

Para dar mais realismo às cenas, os movimentos dos objetos são rastreados utilizando truques ópticos de paralaxe e perspectiva. A técnica faz com que os hologramas pareçam muito maiores do que realmente são.

Por enquanto, as imagens geradas pelos dispositivos são muito pequenas e exigem câmeras com lentes potentes ou microscópios para serem exibidas com exatidão. Isso acontece porque, para que um feixe de luz consiga manipular uma partícula flutuante minúscula, ele também precisa ter o tamanho muito reduzido.

Holograma reduzido da Princesa Leia (Imagem: Reprodução/BYU)
Holograma reduzido da Princesa Leia (Imagem: Reprodução/BYU)

“À medida que a tecnologia melhora, poderemos combinar várias partículas em movimento e aumentar o tamanho do efeito, para que as imagens possam ser captadas de forma natural, sem a necessidade de lentes de aumento”, completa o professor Smalley.

Mesmo com todos os avanços conquistados até agora para a criação de hologramas cada vez mais realistas, os dispositivos devem passar por mais testes antes de deixarem de ser apenas ficção científica. Como diria o senhor Spock, “fatos insuficientes convidam sempre ao perigo”.

Fonte: Canaltech

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