Hollande expressa apoio às reformas na Grécia

O presidente da França, François Hollande, enviou uma mensagem de apoio para a Grécia nesta terça-feira, durante uma visita a Atenas, quando se encontrou com o primeiro-ministro grego, Antonis Samaras. Os dois discutiram o plano de privatizações da Grécia e oportunidades de investimentos para empresas francesas na economia grega.

"Eu vim aqui para incentivar as empresas francesas a fazer investimentos na Grécia. Nós precisamos fortalecer essa presença", comentou Hollande. Entre possíveis áreas de cooperação identificadas pelos dois líderes estão os setores de energia, construção, transporte e defesa.

Acompanhado de um grupo de 120 empresários, Hollande vai se encontrar ainda hoje com líderes do setor privado local e também com os presidentes dos dois partidos que fazem parte da coalizão de governo na Grécia. No ano passado três grupos franceses deixaram a Grécia, em meio a temores de que o país poderia sair da zona do euro: os bancos Credit Agricole e Société Générale, e a varejista Carrefour.

"Nenhum outro provo na Europa sofreu tamanha provação", comentou Hollande, se referindo às duras medidas de austeridade implementadas pelo governo grego. "Nós devemos dar todas as chances para a Grécia", acrescentou, falando ao lado de Samaras.

O premiê grego comentou que Hollande "expressou seu respeito pelos esforços do povo grego e destacou a necessidade de medidas para incentivar o crescimento, que vão combater o desemprego". "O desemprego e a recessão estão em níveis assustadores", acrescentou.

Samaras também disse que discutiu com Hollande a proposta de estabelecer uma zona econômica independente no Mar Egeu, para permitir a exploração de petróleo e gás na região. O problema é que a Turquia é contra essa ideia, pois disputa o território marítimo com os gregos. Questionado pelos repórteres, Hollande disse que as leis internacionais devem ser respeitadas e que se a França pudesse compartilhar a exploração das reservas nas águas gregas ela o faria.

França

Hollande reconheceu hoje pela primeira vez que a França não deve cumprir a meta de crescer 0,8% este ano. Segundo ele, o governo será forçado a rever suas previsões econômicas. O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que o PIB do país vai crescer apenas 0,3% em 2013.

Segundo Hollande, seu governo vai submeter as novas previsões primeiro para o Alto Conselho de Assuntos Econômicos e Fiscais, e só deve torná-las públicas no fim do mês que vem. As informações são da Dow Jones e da Market News International.

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