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História de quilombola amarrado e agredido por empresário no RN é marcada por racismo e miséria

·2 minuto de leitura

NATAL - Até o século XIX, as pessoas escravizadas eram castigadas com chicotes e os quilombos se formaram para escapar deste e de outros tipos de violência. No século XXI, essa tortura voltou a ser aplicada no quilombola Francisco Luciano Simplício, de 23 anos, por mais de uma hora. O jovem negro, órfão e dependente de álcool contou ao GLOBO como um comerciante de Portalegre, no interior do Rio Grande do Norte, o amarrou e o espancou.

A agressão teve cenas filmadas e se disseminou nas redes sociais. O empresário Alberan de Freitas Epifânio foi preso mas não ficou atrás das grades. No canto da sala de uma casa sem reboco, atrás do matadouro municipal de Riacho da Cruz, a pouco mais de 5km de Portalegre, Luciano teme novas agressões.

O quilombola conta que teve a camisa retirada para o espancamento, depois de ter atirado uma pedra na porta de madeira da loja de Alberan porque lhe negaram carne e cachaça de um churrasco que o acusado fazia com amigos.

— Ele ficou dando (golpes de corda) em mim. Me arrastou pela corda. Passei dois dias com o olho roxo. Foram chutes, socos, pisões nas costas — recorda Luciano, acrescentando que Alberan foi ajudado pelo servidor público André Barbosa.

Alberan foi denunciado por outro episódio de racismo em junho de 2020, quando teria chamado Saulo Mikael Vieira Rocha de “nego safado”, “nego b...”, e dito “você é um nego b...” e “suma do meu comércio que nem de nego eu gosto”. Como ainda não há uma sentença sobre o caso, o comerciante, perante a Justiça, continua a ter bons antecedentes. Luciano recorda que, abordado por moradores que pediam a ele que parasse a surra, o comerciante ameaçava a todos, dizendo que, “se insisitissem, me soltaria e amarraria outra pessoa em meu lugar”.

O delegado responsável pelo caso, Cristiano Zadrozny, considera que Luciano foi torturado. Mas o advogado dos dois acusados, Genilson Pinheiro de Morais, disse que Alberan teria agido “no calor da emoção do momento” após ser ameaçado por Luciano:

— Alberan foi agredido com palavras por esse cidadão. Ele ameaçou dar cinco facadas em Alberan e está sendo processado por lesão corporal.

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