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'A História da Minha Esposa' chega à Mostra de SP após estreia no Festival de Cannes

·3 min de leitura

BRUXELAS, BÉLGICA (FOLHAPRESS) - Partiu de uma das quatro únicas diretoras mulheres o filme que deu mais destaque ao ponto de vista masculino entre os que competiram no Festival de Cannes deste ano --"A História da Minha Esposa", da húngara Ildikó Enyedi, que também está na Mostra de Cinema de São Paulo.

Baseado no romance de mesmo nome de seu compatriota Milán Füst, o longa acompanha as desventuras do casamento do capitão de navio Jakob Störr, interpretado pelo holandês Gijs Naber, com Lizzy, papel da francesa Léa Seydoux.

Pragmático e cartesiano, Jakob encontra um conhecido durante uma licença em terra e cede ao desafio de se casar com a primeira mulher que encontrasse.

É Lizzy que ele vê no salão de chá em que está. A promessa é cumprida e o empurra para uma relação incerta e desconcertante.

Ao privilegiar o ponto de vista masculino, seu objetivo era permitir ao espectador se perder junto com o personagem, disse a diretora em julho numa entrevista em Cannes. Mas o contraste dessa escolha com a valorização crescente da representação feminina deu ao filme uma recepção pouco entusiasmada no festival. A opção por uma adaptação literária tradicional também não ajudou.

"Foi como entrar numa festa descolada com um vestido comum. Em vez de perguntarem sobre a escolha, os outros convivas simplesmente a consideraram inadequada", disse a diretora, atribuindo a reação a "um mal-entendido".

Füst, que era judeu, escreveu o livro durante a Segunda Guerra Mundial em Budapeste, quando sua própria vida estava em perigo, conta a diretora.

"Sua essência não é a história de amor. É como viver nossa vida tão frágil, em que há riscos e podemos nos machucar. O que suas mais de 400 páginas dizem é que tentar ter controle de tudo é um erro."

Segundo Enyedi, o que ela tentou mostrar "da forma mais sutil possível" é a descoberta pelo capitão de que suas habilidades tão masculinas são inúteis para resolver os problemas que a mulher lhe traz.

"Vejo isso como uma despedida muito gentil e terna do patriarcado. Estou tentando entender tantos homens como Jakob, que só receberam esse conjunto de habilidades."

A câmera fixa, que se demora em elementos simples --madeira, cordas, aço, correntes--, faz referência justamente à rigidez do capitão, quebrada pela complexidade da luz.

Embora o ponto de vista de Lizzy nunca apareça, é ela quem conduz as mudanças, afirma a diretora. "É como um mestre zen, que não ensina, mas faz aprender. É por causa dela que no final Jakob pode ganhar flexibilidade em sua vida."

A diretora contou que não tinha certeza sobre a adequação de Seydoux ao papel, por a considerar muito exuberante e cheia de energia. Aceitou encontrar a atriz a pedido de seu produtor francês e viu nela a vulnerabilidade necessária para viver Lizzy. "Léa conseguiu dar profundidade a um papel que nunca está no centro da narrativa."

"A História de Minha Esposa" é o primeiro filme rodado em inglês pela húngara, que tem 66 anos e ganhou fama em 2017, ao receber o Urso de Ouro em Berlim por "Corpo e Alma", também indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro.

É seu nono longa-metragem desde que estreou, em 1989, com "My Twentieth Century", vencedor em Cannes da Câmera de Ouro de melhor primeiro filme.

*

A HISTÓRIA DA MINHA ESPOSA

Quando Próximas sessões presenciais: Espaço Itaú de Cinema Frei Caneca, terça-feira (26), às 15h30, quinta-feira (28), às 20h30, e sábado (30), às 18h20; Espaço Itaú de Cinema Augusta, terça-feira (2), às 18h20, e quarta-feira (3), às 13h30.

Onde Mostra de São Paulo

Elenco Gijs Naber, Léa Seydoux, Louis Garrel, Sergio Rubini, Jasmine Trinca

Produção Hungria, Alemanha, Itália, França, 2021

Direção Ildikó Enyedi

Link: https://45.mostra.org/filmes/a-historia-da-minha-esposa

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