Mercado abrirá em 8 h 39 min
  • BOVESPA

    100.552,44
    +12,61 (+0,01%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    38.669,25
    +467,44 (+1,22%)
     
  • PETROLEO CRU

    39,76
    -0,27 (-0,67%)
     
  • OURO

    1.916,70
    -12,80 (-0,66%)
     
  • BTC-USD

    12.779,51
    +1.722,50 (+15,58%)
     
  • CMC Crypto 200

    256,16
    +11,27 (+4,60%)
     
  • S&P500

    3.435,56
    -7,56 (-0,22%)
     
  • DOW JONES

    28.210,82
    -97,97 (-0,35%)
     
  • FTSE

    5.776,50
    -112,72 (-1,91%)
     
  • HANG SENG

    24.714,80
    -39,62 (-0,16%)
     
  • NIKKEI

    23.454,85
    -184,61 (-0,78%)
     
  • NASDAQ

    11.623,50
    -67,75 (-0,58%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,6510
    +0,0010 (+0,02%)
     

Hipótese de que a Lua se formou após impacto de Theia com a Terra é reforçada

Danielle Cassita
·3 minutos de leitura

Quando o assunto é a formação da Lua, uma hipótese bastante aceita é a do Grande Impacto, que aponta que nosso satélite natural surgiu após a colisão da proto-Terra com Theia, um planeta do tamanho de Marte, há mais de quatro bilhões de anos. Em um estudo recente, os cientistas analisaram rochas lunares e encontraram evidências que dão ainda mais força para esta hipótese.

O estudo foi feito por uma equipe liderada pela NASA, que examinou rochas da Lua trazidas à Terra por astronautas das missões Apollo, há mais de 50 anos, para entender as diferenças químicas entre rochas lunares e terrestres. Ao investigar as amostras com ferramentas que não estavam disponíveis na época daquele programa lunar, a equipe encontrou quantidades e tipos de cloro nas rochas que evidenciam a "hipótese do impacto gigante". Eles descobriram que a Lua possui alta concentração de cloro “pesado”, enquanto a Terra tem mais cloro “leve” — e, aqui, os termos “pesado” e “leve” se referem aos isótopos de cloro, que contêm diferentes quantidades de nêutrons em seu núcleo.

Então, é possível que a Terra tenha se mantido praticamente inteira após a colisão, enquanto pedaços de ambos os planetas foram lançados ao espaço e se aglutinaram para formar a Lua. Neste primeiro momento, ambos os corpos tinham uma mistura de isótopos de cloro leves e pesados, mas isso mudou com a influência gravitacional da Terra sobre a Lua em formação.

Theia teria colidido com a Terra há 4,4 bilhões de anos, liberando materiais (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech)
Theia teria colidido com a Terra há 4,4 bilhões de anos, liberando materiais (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech)

Conforme ambas continuaram tomando forma depois da colisão, a Terra atraiu o cloro mais leve para si e teria deixado o cloro pesado — que tem tendência a resistir a mudanças e movimento — na Lua, e isso explicaria o porquê de a Lua não ter tanto cloro leve em comparação ao isótopo mais pesado. De acordo com as medidas analisadas no estudo, isso parece ser exatamente o que aconteceu. Justin Simon, cientista planetário da NASA e co-autor do estudo, explica que há uma grande diferença entre a formação elementar da Terra e da Lua, e eles queriam investigar o motivo por trás disso. “Agora, sabemos que a Lua era bem diferente no início, provavelmente devido à hipótese do grande impacto”.

Os cientistas também analisaram outros elementos da mesma família do cloro: outros halógenos "leves" são menos abundantes na Lua, e a equipe não identificou nenhum padrão que possa indicar que houve algum evento posterior que causou esta perda: “a perda de cloro na Lua provavelmente aconteceu durante um evento com grande energia e calor, o que aponta para a teoria do Impacto Gigante”, diz Tony Gargano, autor líder da pesquisa. Assim, esta pesquisa é mais um item na lista das evidências químicas que reforçam a hipótese, sugerida pela primeira vez há décadas.

O estudo foi publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: