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Plataforma conecta mulheres com empresas que valorizam diversidade

Colaboradores Yahoo Finanças
Silaine Stüpp, publicitária e fundadora do HerForce (Foto: Divulgação)
Silaine Stüpp, publicitária e fundadora do HerForce (Foto: Divulgação)

Por Matheus Mans

Vendo os desafios das mulheres no mercado de trabalho, a publicitária Silaine Stüpp resolveu empreender. Em 2018, a catarinense fundou a startup HerForce, que busca fazer a conexão entre mulheres e empresas que valorizem a diversidade. A ideia é possibilitar que as companhias aumentem a representatividade, alimentando um ambiente mais saudável.

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“Quando comecei no mercado de trabalho, era comum ouvir perguntas nas entrevistas de emprego sobre detalhes pessoais. Se tinha filhos, se queria engravidar, se era casada, o que meu marido achava daquele emprego”, conta Silaine. “Depois, descobri que estava com câncer, pedi demissão e resolvi criar algo que ajudasse outras mulheres como eu”.

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Para isso, a plataforma trabalha em duas frentes. Numa delas, ao estilo Love Mondays, mulheres podem opinar sobre empresas que trabalharam sobre temas específicos, como diversidade. Outras usuárias, enquanto isso, podem consultar gratuitamente as informações. Já empresas podem oferecer vagas às usuárias diretamente na HerForce.

Até hoje, a HerForce já impactou mais de 10 mil mulheres e tem parceria com 10 empresas.

Desafios

Segundo Silaine, os desafios no mercado de trabalho ainda são imensos. De acordo com a pesquisa feita pela startup, 97% das mulheres entrevistadas querem encontrar empresas que se preocupam com a diversidade de gênero para se candidatarem às vagas. E 72% sentem que a maternidade pode ameaçar ou já ameaçou o seu crescimento profissional.

Além disso, a empreendedora destaca a falta de representatividade negra em empresas. São raros os casos que refletem O País, de 52% mulheres e 54% de pessoas negras.

“Nossa nação é negra e mulher. Mas o mercado de trabalho não representa isso”, afirma a empreendedora. “Atualmente, negros estão em apenas 6% dos cargos de tomadas de decisão. Mulher negra, 1,6%. Isso sem falar da comunidade LGBT e de outras pessoas que não são representadas. O mundo está mudando. Mas é preciso acelerar essa mudança”.

Para combater isso, mais do que oferecer uma plataforma da HerForce, Silaine quer contribuir na mudança de mentalidade das empresas. “É preciso muito para termos um ambiente seguro para as mulheres trabalharem. O machismo ainda é muito presente”, diz. “Mas as empresas estão entendendo que é positivo ter equidade de gêneros pra equipe”.

E assim, no futuro, a empreendedora quer fazer com que a HerForce se torne uma plataforma para que mulheres encontrem vários outros serviços para facilitem o crescimento profissional e seu bem-estar. “As empresas estão nos procurando, entendendo que podemos fazer essa conexão. Estamos crescendo com o mercado e com as necessidades”.