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Heleno: Bolsonaro não disse que apoia recriar Ministério da Segurança

André Guilherme Vieira

Decisão representaria o desmembramento da pasta da Justiça e Segurança Pública, comandada pelo ex-juiz Sergio Moro O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, afirmou nesta quinta-feira que não houve manifestação do presidente Jair Bolsonaro sobre a possível recriação do Ministério da Segurança Pública. A decisão representaria o desmembramento da pasta da Justiça e Segurança Pública, comandada pelo ex-juiz Sergio Moro.

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

“Em nenhum momento, o presidente disse apoiar tal iniciativa. Apenas, educadamente, disse que enviaria [a proposta] a seus ministros, para estudo, entre eles o ministro Sergio Moro”, escreveu Heleno em postagem no Twitter.

“A proposta de recriar o Ministério da Segurança Pública não é do Presidente Jair Bolsonaro, e sim da maioria dos Secretários de Segurança Estaduais, que estiveram em Brasília, nesse 22 de janeiro. Em nenhum momento, o presidente disse apoiar tal iniciativa”, afirmou.

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“O que alguns não entendem é que o presidente é o capitão do time, ele escalou seus 22 ministros. As decisões são tomadas, ouvindo os ministros, mas cabe a ele, como comandante, dar a palavra final, mesmo que isso contrarie alguns dos seus assessores ou eleitores”, disse Heleno.

A manifestação do chefe do GSI ocorre em um momento em que se discute no governo a possibilidade de troca de comando na Polícia Federal (PF). A instituição é dirigida pelo delegado Maurício Valeixo, que atuou na Lava-Jato e trabalhou com o então juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba por quase uma década.

Heleno comparou a discussão sobre a recriação do ministério à transferência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão de inteligência financeira, da pasta de Moro para o Banco Central (BC).

“O mesmo já aconteceu quando o Congresso passou o COAF da Justiça para o Banco Central. Os mesmos que, hoje, mentem ser de interesse do presidente recriar a Segurança, acusaram o mesmo de enfraquecer Moro no caso COAF”.

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O ministro também pediu a seus seguidores que confiem no presidente: “Ou vocês confiam no capitão Jair Bolsonaro, que teve visão e coragem para, sem recursos, enfrentar o sistema e nos dar esperança de mudar, ou continuarão atacando-o e devolverão o Brasil à esquerda, em 2023. A Argentina está aí para provar que estou certo.”