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Havan prepara acordo milionário para ser o maior anunciante do SBT

Luciano Hang, dono da Havab. Foto: AP/Leo Correa

A Havan, rede de lojas de departamento do empresário Luciano Hang, está em negociações para fechar um novo acordo milionário com a rede de televisão SBT, apurou o jornalista Daniel Castro do site Notícias da TV.

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Estima-se que o investimento anual da Havan no SBT, que hoje gira em torno de R$ 45 milhões por ano, salte para R$ 80 milhões anuais já a partir de setembro. O novo acordo faria da Havan o maior anunciante privado da emissora.

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A relação entre as duas empresas gira em torno, principalmente, da figura de Hang. O empresário já apareceu em seis programas da emissora nos últimos oito meses, totalizando 210 minutos no ar, segundo levantamento do jornalista Maurício Stycer.

Hang seria também o principal patrocinador do mais novo programa do SBT, “Topa ou Não Topa” apresentado por Patrícia Abravanel. “A Havan patrocina e acredita nos programas do SBT porque podem ser assistidos por todas as faixas etárias. É o canal da família brasileira”, justificou o empresário em um post no Instagram.

Com o aumento do investimento, cresce também a influência de Hang nas decisões editorais do SBT. O empresário teria feito pressão para que emissora censurasse a jornalista Rachel Sheherazade, apresentadora do principal telejornal da casa.

O motivo? As críticas que Sheherazade faz com frequência ao presidente Jair Bolsonaro (PSL) nas redes sociais e em seu canal pessoal no YouTube. Hang é um apoiador declarado de Bolsonaro desde as eleições de 2018, a ponto de se declarar um “soldado” do presidente.

As convicções políticas de Hang também seriam motivadoras das decisões estratégicas da Havan. Para bancar o crescimento no SBT, a empresa estaria disposta a cortar anúncios da Globo, TV que o empresário costuma criticar nas redes sociais em defesa de Bolsonaro.

Além disso, o custo-benefício da relação com o SBT seria maior, segundo o Notícias da TV. Na emissora de Sílvio Santos, a Havan consegue mais de uma hora de exposição patrocinando um dos quadros do programa “Domingo Legal” por um preço bem mais baixo que o da Globo (que tem mais audiência, por isso cobra mais).

Procuradas, as empresas - SBT, Havan e Globo - não quiseram se manifestar sobre a reportagem.