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Harvard cria bateria menos perigosa e com mais autonomia para carros elétricos

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Harvard cria bateria menos perigosa e com mais autonomia para carros elétricos
Harvard cria bateria menos perigosa e com mais autonomia para carros elétricos

A famosa e consagrada Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, desenvolveu uma nova versão de bateria de estado sólido com alta densidade e com células do tipo metal de lítio que promete dar mais autonomia para carros elétricos.

A bateria de estado sólido ainda não foi disseminada porque sua capacidade de minimizar a formação de dendritos leva a uma rápida deterioração do desempenho. Pesquisadores de Harvard, porém, conseguiram vencer este empecilho.

Harvard criou bateria com mais autonomia para carros elétricos
Harvard. Imagem: Shutterstock

De acordo com um artigo publicado na revista Nature, para tornar a bateria estável e durável, a equipe desenvolveu uma estrutura com a ajuda de um ânodo de metal de lítio e um cátodo de lítio-níquel-manganês (LiNi0.8Mn0.1Co0.1O2) que permitiu a bateria ter uma potência de 110,6 kW/kg e uma densidade energética de 631,1 Wh/kg.

Com essa densidade, o aparelho demonstrou uma capacidade de retenção de 82% de energia após 10 mil ciclos a uma carga elétrica de 20 Coloumbs (1C equivale à quantidade de carga elétrica com intensidade de um Ampère transportada por segundo). Também mostrou capacidade de reter 81,3% de energia depois de 2 mil ciclos a uma carga elétrica de 1,5C. Os resultados provaram que a bateria é muito estável.

“Este projeto demonstra como as baterias de estado sólido do tipo metal-lítio podem, em breve, ser competitivas”, afirmou Xin Li, um dos autores da pesquisa.

A estrutura desta bateria de estado sólido desenvolvida por Harvard foi criada em camadas sobrepostas e que integram eletrólitos diversos. Isso faz com que estes eletrólitos se separem do ânodo do cátodo e combata, de forma eficiente, a formação de dendritos.

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“Sua estrutura em camadas pode facilitar o início da produção em grandes volumes. Claro, ainda temos que superar alguns problemas críticos, mas um ponto de venda não está tão longe quanto alguns podem acreditar”, completou o pesquisador.

Ou seja, sem dendritos, a bateria ganha mais autonomia e deixa de ser perigosa, sem o risco de entrar em curto-circuitos. Outro ponto relevante é que a bateria também possui capacidade de autorregeneração.

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