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Harry e Meghan se distanciam da família real britânica

(ARQUIVO) Foto de arquivo de 7 de janeiro de 2020 mostra o príncipe Harry e sua mulher, Meghan (POOL/AFP/Arquivos)

O príncipe Harry e sua mulher, Meghan, que há tempos manifestam dificuldades para suportar a pressão midiática que sua posição implica - anunciaram na quarta-feira (8) que vão abandonar suas funções de primeiro escalão como membros da família real britânica para passar mais tempo na América do Norte.

Este inesperado anúncio dos duques de Sussex ocorre após um ano de crises para os Windsor, que viram seu tio, o príncipe Andrew, salpicado pelo escândalo de seu amigo, Jeffrey Epstein, o investidor americano acusado de abuso sexual de menores, encontrado morto em uma prisão de Nova York em agosto.

Em uma mensagem qualificada como "pessoal", Harry, de 35 anos, e a ex-atriz americana Meghan Markle, de 38, anunciaram: "Temos a intenção de nos aposentarmos do primeiro escalão da família real e trabalhar para adquirir independência financeira, sem deixar de apoiar plenamente Sua Majestade, a Rainha", segundo o histórico comunicado do Palácio de Buckingham.

"Depois de muitos meses de reflexão e discussões internas, escolhemos iniciar uma transição neste ano e começar a criar progressivamente um novo papel dentro desta instituição", acrescentaram.

"A partir de agora, queremos equilibrar nosso tempo entre o Reino Unido e a América do Norte", acrescentaram.

- 'Megxit'

A imprensa britânica reagiu com criatividade ao anúncio. O jornal "The Sun" falou em "Megxit", em uma evidente referência ao Brexit.

Já o "Star" se referiu ao membro da família real "conhecido previamente como Príncipe", menção à forma como era chamado o músico Prince em um período durante o qual ele adotou um símbolo impronunciável como nome.

O "Daily Mirror" afirmou, por sua vez, que o casal "sequer avisou a rainha" sobre sua decisão. Um ex-correspondente da BBC lembrou que as tentativas de integrantes da família real de ganhar dinheiro de forma independente "sempre terminou em lágrimas".

A família real britânica, que não vive seu melhor momento, disse compreender a inquietação do jovem casal, mas alertou para as complicações desta decisão.

"As discussões com o duque e a duquesa de Sussex se encontram em um estado precoce", reagiu o Palácio de Buckingham em um comunicado.

"Compreendemos seu desejo de iniciar outro caminho, mas são questões complicadas que requerem tempo para serem resolvidas", acrescentou.

O casal passou o Natal no Canadá, após se queixar publicamente do excesso de pressão dos meios de comunicação.

Os duques e seu recém-nascido, Archie, passaram as festas de fim de ano com a mãe de Meghan, Doria Ragland.

Harry e Meghan se casaram no castelo de Windsor em 2018, após um rápido noivado que causou sensação na opinião pública.

Desde o casamento, o casal passou a ser uma das obsessões da voraz imprensa sensacionalista britânica. Filho de Charles, herdeiro do trono britânico, e da princesa Diana, Harry é o sexto na linha de sucessão.

Muito à frente dele está o irmão mais velho, William. Os dois irmãos perderam a mãe, Diana, em um acidente de trânsito em Paris, em 1997, quando ela era perseguida por paparazzi. O episódio comoveu a família real e a opinião pública.