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Hang financiou blogueiro acusado de fake news com ajuda de Eduardo Bolsonaro, apontam documentos

·3 minuto de leitura

RIO — Documentos obtidos pela CPI da Covid revelam que o blogueiro Allan dos Santos, acusado de disseminar fake news, conseguiu financiamento do empresário bolsonarista, Luciano Hang, com a ajuda do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Reportagem do GLOBO mostrou nesta sexta-feira que mensagens em poder da CPI da Covid indicam que blogueiros ligados ao governo usavam grupos de Whatsapp para coordenar ataques nas redes sociais contra adversários políticos do presidente. A TV Globo teve acesso a mensagens entre Allan dos Santos e Eduardo Bolsonaro que mostra que o deputado atuou para conseguir financiadores para a rede de disseminação de fake news. Para a CPI, essa estrutura, gerenciada pelo chamado gabinete do ódio, começou antes da Covid, mas ganhou força na distribuição de informações falsas sobre a pandemia.

Para a CPI, Allan dos Santos é um dos principais disseminadores de fake news sobre a pandemia.

— O que nós concluímos e identificamos na Comissão Parlamentar de Inquérito é a existência de uma verdadeira organização criminosa de fake news que teve papel determinante no agravamento da pandemia. Veja, essa organização criminosa começa a se articular e se constituir a partir de 2019, e, na pandemia, para reforçar o discurso negacionista do presidente da República e do seu governo — disse o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-preisdente da CPI, ao Jornal Nacional.

Nas mensagens obtidas pela Polícia Federal após quebra de sigilo, Allan pede que Eduardo Bolsonaro o ponha em contato com o empresário Luciano Hang.

Allan escreve: "Preciso que você me coloque em contato com o Luciano Hang".

Eduardo Bolsonaro envia o número do telefone e pergunta: "Quer que eu fale algo a ele para te introduzir?".

Allan responde: "É melhor".

Uma hora e meia depois, Eduardo diz: "Mandei mensagem para o Hang; Assim que ele me responder te passo".

Allan concorda.

Mais tarde Eduardo responde: "Ele disse que você pode entrar em contato com ele. Falei que você é o nosso cara da imprensa para um projeto que desenvolvemos aqui nesta semana de aulas com o Olavo".

Olavo é Olavo de Carvalho, ideólogo do bolsonarismo. No dia seguinte, Allan diz a Eduardo: "Sobre o Hang, quando ele voltar da Europa, falarei com ele".

Eduardo responde: "Beleza. Falei no macro com o Hang".

Quatro meses depois, Allan dos Santos escreve: "Luciano Hang tá dentro. Patrocínio para o programa".

A CPI também teve acesso a uma conversa entre o blogueiro Allan dos Santos e o empresário Luciano Hang. Depois de procurado por Allan, Luciano Hang responde: "Eduardo Bolsonaro me falou que conversou contigo".

Luciano Hang foi convocado pela CPI da Pandemia e deve prestar depoimento na próxima quarta-feira. O empresário nega fazer parte do gabinete do ódio e diz que é mentira que ele tenha patrocinado veículos de internet que disseminaram desinformação. Segundo ele, as afirmações da CPI são uma "narrativa absurda". O Jornal Nacional não conseguiu contato com Eduardo Bolsonaro, Allan dos Santos, Bernardo Kuster, Filipe Martins e Tércio Arnaud.

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