Mercado fechado
  • BOVESPA

    117.669,90
    +45,90 (+0,04%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    47.627,67
    -270,13 (-0,56%)
     
  • PETROLEO CRU

    59,34
    -0,26 (-0,44%)
     
  • OURO

    1.744,10
    -14,10 (-0,80%)
     
  • BTC-USD

    60.586,13
    +1.995,47 (+3,41%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.235,89
    +45,20 (+3,80%)
     
  • S&P500

    4.128,80
    +31,63 (+0,77%)
     
  • DOW JONES

    33.800,60
    +297,03 (+0,89%)
     
  • FTSE

    6.915,75
    +30,43 (+0,44%)
     
  • HANG SENG

    28.698,80
    +24,00 (+0,08%)
     
  • NIKKEI

    29.768,06
    +37,26 (+0,13%)
     
  • NASDAQ

    13.811,00
    +63,25 (+0,46%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,7625
    +0,0998 (+1,50%)
     

Hamburg Süd vê forte demanda e reequilíbrio da oferta por contêineres em 2021

Nayara Figueiredo
·3 minuto de leitura
Contêineres da Hamburg Süd no porto de La Guaira, Venezuela

Por Nayara Figueiredo

SÃO PAULO (Reuters) - Após sofrer com gargalos logísticos que desencadearam a falta de contêineres nos portos brasileiros para exportação, a Hamburg Süd vê agora um reequilíbrio operacional para o transporte marítimo e projeta forte demanda por cargas para o decorrer de 2021.

A expectativa da empresa de transporte de contêineres é de aumento de 5% nas exportações e 6% nas importações neste ano.

Segundo a diretora de vendas da companhia, Mariana Lara, há um movimento global de "superdemanda" pelo equipamento utilizado no envio de cargas.

No Brasil, líder em exportação de diversas commodities, não é diferente, disse ela. O país usa contêineres para exportar café e carnes, entre outros produtos.

"Quando olhamos para os volumes do Brasil também temos indícios de que os volumes vão permanecer bem fortes ao longo do ano como um todo", afirmou a executiva à Reuters.

Entre fevereiro e março, a demanda aquecida aliada a medidas de controle para evitar a disseminação do coronavírus no mundo --lockdowns, diminuição de colaboradores nos portos e demais questões relativas à pandemia-- criaram um desequilíbrio no fluxo de cargas.

Congestionamentos de navios nas unidades portuárias, terminais saturados, aumento no custos do frete marítimo e falta de contêineres foram algumas das consequências, disse a executiva.

"O pico das dificuldades foi especificamente no contêiner frigorífico, no final de fevereiro (à) primeira semana de março", acrescentou o diretor da Hamburg Süd, José Salgado.

Ele disse que em fevereiro a companhia chegou a deixar de embarcar 5% do que estava no plano de exportação frigorífica, que inclui carnes, ovos e frutas, em função do déficit operacional.

"(Mas) o que ficou comprometido e causou um grau de frustração foram as oportunidades. Percebemos que, com a demanda muito grande (por contêineres), perdemos oportunidades por falta de equipamento e espaço", comentou Salgado.

Naquele momento, os embarques de carnes foram mantidos em detrimento de envios de ovos e frutas para alguns mercados que também são considerados importantes.

A executiva de vendas citou que havia a expectativa de participação forte da maçã brasileira nas exportações "e a gente recuou". "A gente queria muito, mas optamos por não fazer", acrescentou.

REEQUILÍBRIO

Agora, Lara disse que o cenário da pandemia e a forte demanda por contêineres continuam.

No entanto, do ponto de vista operacional, houve uma melhora no fluxo de transporte porque a empresa começou a aprender como lidar com as adversidades.

"Hoje, quando a gente se vê em uma situação como essa de portos congestionados, a gente já trabalha com contingências... imagina o que pode ser feito de eficaz para que a situação não piore", afirmou a diretora.

Um ponto que tem contribuído para a readequação de equipamentos para envio de cargas é o forte volume também de importações.

Isso faz com que mais contêineres venham para o Brasil e sejam disponibilizados posteriormente para atender a exportação.

"Quando você tem uma relação mais equilibrada de importação com exportação, você não precisa se valer tanto de contêineres vazios. É muito mais simples de você planejar seus volumes", explicou Lara.

Além disso, ela ressaltou que a Hamburg Süd trabalha seus acordos comerciais negociando o tempo em que o cliente fica com o contêiner antes de devolver, no intuito de conseguir uma otimização.

"A gente tem trabalhado caso a caso em reduzir esse tempo com os clientes, porque as vezes eles conseguem devolver o contêiner vazio mais rápido e isso quando feito em grande escala também ajuda. Então, acho que são esses pontos centrais que mostram um momento muito mais positivo nos próximos meses."