Mercado abrirá em 3 hs
  • BOVESPA

    113.430,54
    +1.157,53 (+1,03%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    54.564,27
    +42,84 (+0,08%)
     
  • PETROLEO CRU

    79,68
    +0,81 (+1,03%)
     
  • OURO

    1.941,30
    -4,00 (-0,21%)
     
  • BTC-USD

    22.996,74
    +112,81 (+0,49%)
     
  • CMC Crypto 200

    524,33
    +5,54 (+1,07%)
     
  • S&P500

    4.076,60
    +58,83 (+1,46%)
     
  • DOW JONES

    34.086,04
    +368,95 (+1,09%)
     
  • FTSE

    7.794,79
    +23,09 (+0,30%)
     
  • HANG SENG

    22.072,18
    +229,85 (+1,05%)
     
  • NIKKEI

    27.346,88
    +19,77 (+0,07%)
     
  • NASDAQ

    12.127,50
    -24,50 (-0,20%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,5294
    +0,0138 (+0,25%)
     

Haddad chega a Davos com mensagem de retomada econômica e de ameaça democrática sob controle

***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 02.01.2023 - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT). (Foto: Gabriela Biló/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 02.01.2023 - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT). (Foto: Gabriela Biló/Folhapress)

DAVOS, SUIÇA (FOLHAPRESS) - Em sua chegada a Davos no começo desta segunda-feira (16), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que são três recados -político, econômico e ambiental- a serem passados na intensa agenda que ele irá cumprir nos próximos dois dias na reunião anual do Fórum Econômico Mundial.

"Um recado político é a questão democrática, o compromisso do Brasil em dar suporte para as jornadas democráticas que o mundo está vivendo, sobretudo na América do Sul, mas reforçando o compromisso com o combate a todo o tipo de extremismos que vêm dando a tônica no último período."

O segundo ponto destacado pelo ministro ao chegar ao hotel Sunstar é na economia: "A questão econômica é a retomada do crescimento com sustentabilidade fiscal e ambiental e justiça social, o modelo de economia que nós estamos defendendo".

Haddad lembrou que está em Davos ao lado da colega Marina Silva, ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climática. "A sustentabilidade ambiental ganhou uma dimensão na qual o Brasil tem muito a oferecer, não apenas em termos da retomada dos compromissos históricos, como combate ao desmatamento, energia renovável , mas também na pauta do desenvolvimento."

A seu ver, é possível "pensar na pauta da reindustrialização do Brasil, com base na sustentabilidade".

Quanto ao natural interesse da comunidade internacional reunida na Suíça nesta semana pelos desdobramentos dos ataques à democracia brasileira, Haddad reforçou a presteza da resposta dos Poderes constituídos.

"As instituições brasileiras deram uma resposta muito imediata", afirmou o ministro, listando o fato de que no dia seguinte houve uma intervenção na segurança do Distrito Federal, com o afastamento judicial do governador do DF, Ibaneis Rocha, além da visita dos 27 governadores a Brasília, que se reuniram com os Três Poderes da República.

"É um gesto de compromisso com a Constituição e a agenda democrática. Isso deu uma reposta muito rápida. Em 24 horas a coisa estava sob controle."

Haddad ressaltou ainda o repúdio popular, registrado por pesquisa do Datafolha que indicou que 93% da das pessoas são contra os ataques. "Não é uma coisa trivial. É uma manifestação clara de que o Brasil tem compromisso com o resultado eleitoral, com as regras democráticas, com a liberdade, com as liberdades individuais, respeitadas as garantias constitucionais."

Segundo o ministro, é uma demonstração de muito maturidade institucional dada logo na inauguração do mandato do presidente Lula. "Na minha opinião, isso deveria ser recebido com o mesmo grau de surpresa que foi o gesto dos derrotados em fazer aquilo de maneiro totalmente indesculpável."

Para Haddad, este tipo de oposição fora do ritos democráticos não deve barrar o projeto econômico.

"É desafiadora, mas nós começamos a responder muito bem. Sabemos que Isso pode não ter parado aí. Esses grupos extremistas continuam mobilizados, se comunicando com base em notícias falsas, continuam plantando o terror, mas acredito que a própria maneira que o presidente Lula vem se comportando e a receptividade que ele vem tendo no Congresso e no Judiciário, é a prova de que estamos no bom caminho."

Da mesma forma, o ministro avalia que o mercado, especialmente empresários e investidores, devem ajustar expectativas. "A ansiedade naturalmente vai ser controlada com as medidas que serão tomadas e vão na direção do que o presidente Lula anunciou na campanha."