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Hackers estão encontrando novas vítimas de golpes nos games, diz Kaspersky

Rafael Arbulu

Um levantamento conduzido pela Kaspersky revela que hackers estão usando os games para atrair mais vítimas para golpes online. De acordo com as informações divulgadas, houve um aumento de 54% no redirecionamento de usuários para sites maliciosos tematizados em jogos como Minecraft e Counter-Strike: Global Offensive no mês de abril comparado ao período pré-pandemia.

Em outras palavras: hackers estão se aproveitando do isolamento social para ampliar sua abrangência e conseguirem mais e mais vítimas.

Outros redirecionamentos tiveram alta de 40%, com a maior parte deles sendo esquemas de phishing (roubo de informações sigilosas como credenciais de acesso a perfis online) com emprego da palavra “Steam”, uma óbvia referência à loja online de jogos para PC da Valve Corporation.

Games estão sendo usados por hackers para atrair mais vítimas para seus golpes (Imagem: Reprodução/@padresj, via Twitter)

Segundo a Kaspersky, a maior parte das páginas falsas traziam promessas de atualizações gratuitas, trapaças de diversos jogos e até recursos de dinheiro virtual para jogos com microtransações. Usuários seduzidos pelas propostas eram direcionados para sites que tinham embutidos variados tipos de malware, como softwares “farejadores” de senha, ransomware (o “sequestro” de arquivos da sua máquina com liberação em troca de um “resgate”) ou esquemas de mineração de criptomoedas.

“Muitos desses ataques relacionados a videogames não são necessariamente sofisticados, mas há uma certa participação do usuário em seu sucesso”, disse Maria Namestnikova, expert em segurança digital na Kaspersky. “Nos últimos meses, vimos que usuários são altamente suscetíveis de serem enganados por ataques de phishing ou clicar em links maliciosos quando o assunto é 'jogos'”.

Invasores geralmente fazem promessas de trapaças e outros benefícios em jogos a fim de direcionar gamers para páginas com malware (Imagem: Divulgação/Valve)

O problema ainda conta com um perigo adicional: dispositivos de conexão remota cujo uso é compartilhado entre trabalho e lazer. “Agora que muitos jogadores começaram a usar [para jogar] as mesmas máquinas que usam para se conectar a redes corporativas, seu cuidado deve ser dobrado: ações de risco podem roubar não apenas os dados pessoais ou financeiros mas também recursos empresariais”, disse Yury Namestnikov, também da Kaspersky. O especialista pede para que, caso isso seja possível, usuários evitem usar o computador pessoal para trabalhar, a fim de impedir maiores problemas.

Como soluções, a Kaspersky fez uma série de recomendações preventivas, destacando o uso de senhas mais fortes e a autenticação em dois fatores sempre que possível, bem como o cuidado redobrado com páginas e pessoas que promovam sites de trapaças ou outras facilidades de qualquer jogo. Ademais, páginas que ofereçam cópias piratas de jogos também devem ser evitadas e o uso de soluções de proteção (antivírus, verificadores de malware) devem ser empregados a todo tempo.


Fonte: Canaltech