Mercado abrirá em 6 h 17 min
  • BOVESPA

    128.427,98
    -339,48 (-0,26%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.170,78
    +40,90 (+0,08%)
     
  • PETROLEO CRU

    73,36
    +0,28 (+0,38%)
     
  • OURO

    1.777,10
    -6,30 (-0,35%)
     
  • BTC-USD

    32.938,13
    -1.159,65 (-3,40%)
     
  • CMC Crypto 200

    794,78
    -15,41 (-1,90%)
     
  • S&P500

    4.241,84
    -4,60 (-0,11%)
     
  • DOW JONES

    33.874,24
    -71,34 (-0,21%)
     
  • FTSE

    7.074,06
    -15,95 (-0,22%)
     
  • HANG SENG

    28.884,87
    +67,80 (+0,24%)
     
  • NIKKEI

    28.875,23
    +0,34 (+0,00%)
     
  • NASDAQ

    14.298,25
    +35,25 (+0,25%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,9302
    +0,0017 (+0,03%)
     

Hackear, desinformar, desestabilizar e negar: a estratégia russa de cibersegurança

·3 minuto de leitura
Especialistas dizem que a Rússia depende fortemente de suas capacidades de guerra cibernética e de informação em seu impasse contínuo com o Ocidente

As acusações de ataques cibernéticos contra Moscou aumentam, conduzindo a sanções e a expulsões de diplomatas russos em todo mundo. De fábricas de "trolls" a "hackers" e notícias falsas, estas são algumas das operações que estariam sendo orquestradas pela Rússia:

- Competências -

A Rússia é um terreno fértil para especialistas em informática: os "hackers" de hoje seguem o rastro de uma excelência em programação que remonta aos tempos soviéticos.

Após a queda da então União Soviética, parte dos graduados nesse campo começou a se envolver em crimes cibernéticos, levando os russos ao topo do pódio mundial em hackeamento de cartões de crédito.

"Na década de 1990, essa área prosperou, graças a uma cultura de engenhosidade e a uma tendência a evitar as regras", explica Kévin Limonier, pesquisador do Instituto Francês de Geopolítica.

- Exército e serviços secretos -

Outra tradição soviética: a colaboração de programadores com os serviços secretos.

O primeiro ciberataque em grande escala atribuído à Rússia remonta a 2007 e foi lançado contra os serviços dos países bálticos. Em 2021, o Ministério russo da Defesa cria suas "unidades cibernéticas".

Segundo o governo americano, os "hackers" dos serviços de Inteligência militar (GRU) foram os que tentaram manipular as eleições presidenciais de 2016 nos Estados Unidos, invadindo e-mails de pessoas próximas à então candidata democrata, Hillary Clinton - adversária do republicano Donald Trump -, e de seu partido.

Envolvido em dezenas de casos, o mais conhecido grupo russo de espionagem cibernética foi apelidado de "Fancy Bear" e "APT28" por seus críticos e seria ligado ao GRU.

Já o recente escândalo SolarWinds nos Estados Unidos foi atribuído ao SVR, o serviço de Inteligência externa russo.

- Informação e influência -

"Os ataques cibernéticos dos serviços de Inteligência russos fazem parte das operações internacionais voltadas para a obtenção de informações estratégicas", resumiu a Inteligência alemã, em 2016, evocando operações de espionagem e sabotagem.

A lista de supostos ataques é longa: Parlamento e Chancelaria alemães (2014), emissora de televisão francesa (2015), eleições nos Estados Unidos (2016, 2020), rivais esportivos e institutos de pesquisa da covid-19.

De acordo com Washington, um ataque direcionado contra o fabricante de softwares SolarWinds permitiu que o SVR roubasse uma quantidade significativa de informações do setor financeiro, de infraestruturas estratégicas e de agências governamentais.

"O número de ataques cibernéticos russos está crescendo e, de acordo com o que aprendemos com as operações descobertas, eles têm sido muito eficazes", comentou o especialista em serviços secretos russos Andrei Soldatov.

- Desinformação e influência -

A isso, somam-se as campanhas de desinformação dirigidas contra os processos democráticos para gerar discórdia na sociedade e nas redes sociais.

A Rússia foi acusada de gerar fábricas de "trolls" on-line e de preparar informações virais falsas para influenciar os internautas.

O site EuvsDisinfo, que documenta operações suspeitas de desinformação, acusou no final de abril "atores da desinformação pró-Kremlin de buscarem nutrir a desconfiança" dos europeus quanto ao fornecimento de vacinas contra o coronavírus.

Segundo os ocidentais, essas operações de desinformação podem ser realizadas pela mídia pública, como o canal internacional de notícias russo RT, ou por figuras duvidosas como Evgeni Prigojin, um magnata suspeito de ser o chefe do grupo mercenário privado Wagner.

De acordo com Washington, este amigo próximo do presidente Vladimir Putin dirigiu e financiou a Internet Research Agency, um escritório envolvido na manipulação do eleitorado americano nas redes sociais em 2016.

- Um 'não' sistemático -

O Kremlin, por sua vez, sempre nega qualquer envolvimento, mesmo diante de evidências flagrantes, e acusa europeus e americanos de desinformação.

Para isso, aproveita a dificuldade técnica de seus rivais para demonstrar a origem dos ataques cibernéticos.

Moscou vai ainda mais longe e, como teste de honestidade, afirma querer cooperar na segurança cibernética.

Com a aproximação das eleições presidenciais de 2020 nos Estados Unidos, e sendo alvo de múltiplas acusações de interferência, Vladimir Putin propôs a Washington um pacto eleitoral de não interferência e um acordo global contra o uso belicoso de novas tecnologias.

A proposta não foi respondida, mas Andrei Soldatov não descarta que, no final, diante da capacidade da Rússia de causar danos, "a polícia da Europa e dos Estados Unidos opte pela cooperação em questões de segurança com a Rússia".

apo/alf/mas/bl/mr/tt

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos