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Habitats expansíveis com gravidade simulada viabilizariam a colonização espacial

Danielle Cassita
·3 minutos de leitura

Para que a humanidade consiga viver no espaço, seria preciso construir habitats especiais para não lidarmos com os problemas que apareceriam ao colonizar Marte ou a Lua, como solos tóxicos e poeira abrasiva e aderente. Estes habitats ficariam em qualquer lugar do Sistema Solar e poderiam ter diferentes tamanhos, temperaturas, gravidade e, por que não, dias com durações variadas. Assim, um artigo elaborado por uma equipe da universidade Texas A&M sugere um modelo de habitat espacial diferente, mas com potencial: os autores propõem um habitat expansível formado por cilindros, e que seria capaz de comportar cerca de 8 mil pessoas.

Qualquer habitat que abrigue tantas pessoas teria que lidar com alguns problemas, como a gravidade e os efeitos causados pela falta dela a longo prazo, proteção contra a radiação, agricultura sustentável, capacidade de cultivo e valor comercial. Cada um deles tem diversas implicações: a exposição de longo-prazo à falta de gravidade pode causar perdas de visão e densidade aos ossos humanos, o que poderia ser solucionado com a gravidade artificial. A ideia é que esta gravidade seja gerada com a força centrífuga via rotação, que poderia aliviar a maior parte dos problemas causados pela falta de gravidade.

Representação da estrutura do habitat, com radiador ao centro (Imagem: Reprodução/Muhao Chen et all/Universe Today)
Representação da estrutura do habitat, com radiador ao centro (Imagem: Reprodução/Muhao Chen et all/Universe Today)

Entretanto, existem duas considerações que precisam ser avaliadas em um sistema de gravidade artificial. A primeira delas determina o tamanho do habitat que iria induzir a gravidade artificial; se o raio da rotação for pequeno demais, pode haver uma diferença grande na gravidade percebida entre a cabeça e os pés das pessoas, que poderia causar enjoos nelas. Já a outra envolve a velocidade de rotação: os autores citam um artigo que ressalta que qualquer velocidade rotacional acima de 4 rotações por minuto também causaria enjoo por movimento. Com as condições adequadas de raio e rotação, um humano poderia viver neste habitat sem enjoo e sem os impactos na saúde por flutuar na gravidade zero.

Agora, ficamos com a questão da radiação que, felizmente, teria uma solução um pouco mais simples: uma barreira de cinco metros de regolito e água seria um escudo eficiente para barrar raios cósmicos e radiação. Para garantir que a radiação não irá penetrar, este escudo rotaria de forma bem lenta para dissipar alguns dos gradientes térmicos da estrutura do habitat. Na parte interna, fazendas ficariam no final dos cilindros do habitat em forma de cone, cobertas por um teto de vidro transparente. Cada ocupante da estação precisaria de 300 m² de terreno para sobreviver e, mesmo assim, seria necessária alguma expansão em novos cilindros para adicionar espaço habitável.

Essa expansão também iria esbarrar na viabilidade econômica do sistema, pois tornaria as estruturas mais interessantes em termos econômicos do que um habitat que tem uma só forma. Outra possibilidade de valorizá-lo em termos econômicos está nas características do estilo do habitat, que poderia permitir que os ocupantes realizassem trabalhos e funções impossíveis em outros padrões gravitacionais, como o desenvolvimento de novos medicamentos.

Por fim, os autores destacam que é importante haver um espaço no habitat que seja destinado tanto ao bem-estar dos ocupantes quanto para fins turísticos. É claro que ainda há um longo caminho até um habitat destes ser construído e lançado, mas enquanto isso não acontece, os pesquisadores seguem trabalhando em ideias que possam ser realizadas no futuro.

O artigo foi publicado na revista Science Direct.

Fonte: Canaltech

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