Habitação perde força e ajuda a desacelerar IPCA-15

Na passagem de outubro para novembro, os aumentos nas despesas com habitação perderam força e contribuíram para a desaceleração na inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) no período, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Assim como na taxa do grupo Alimentação e Bebidas, que passou de uma alta de 1,56% em outubro para 0,83% em novembro, houve desaceleração no grupo Habitação: de 0,72% para 0,33%. Os principais destaques foram os itens taxa de água e esgoto (de 1,32% em outubro para 0,00% em novembro), aluguel residencial (de 0,51% para 0,30%) e energia elétrica (de 0,67% para 0,09%).

O grupo Saúde e Cuidados Pessoais também registrou inflação menor, de 0,42% em outubro para 0,36% em novembro.

Na direção oposta, o grupo Transportes passou de uma alta de 0,11% em outubro para um aumento de 0,47% em novembro, puxado pelo encarecimento da gasolina (de 0,06% para 1,37%) e das passagens aéreas (de 1,66% para 11,80%).

O grupo Vestuário aumentou a variação positiva de 1,05% para 1,40%, devido à entrada nas lojas da nova coleção. Outros grupos com aceleração nas taxas foram Artigos de Residência (de 0,26% para 0,58%), puxados pelos eletrodomésticos (de 0,11% para 0,60%) e Artigos TV, som e informática (de -1,48% para 0,23%); Comunicação (de 0,18% para 0,30%); Educação (de 0,02% para 0,04%); e Despesas pessoais (de 0,15% para 0,30%), causada pelo aumento dos salários dos empregados domésticos (de 0,17% para 0,66%).

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