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Habilidades políticas de Draghi transformam opositores em fãs

Chiara Albanese e John Follain
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Em menos de uma semana, Mario Draghi, ex-presidente do Banco Central Europeu, conseguiu reunir partidos beligerantes de todo o espectro político na Itália, impulsionar os mercados financeiros e projetar uma nova imagem para o país. Em muitos aspectos, supera o que seu antecessor levou mais de dois anos para conseguir.

Como? “É o Draghi”, disse uma autoridade envolvida nas negociações, que pediu para não ser identificada. Ao que parece, o prestígio do ex-líder do BCE é tão alto que de repente todos querem apoiá-lo.

O histórico de Draghi na condução da política monetária e suas habilidades como mediador ajudam a formar um raro consenso na Itália, com opositores em potencial argumentando que agora é politicamente arriscado não oferecer apoio. Graças ao fundo de recuperação da União Europeia, Draghi também tem 209 bilhões de euros (US$ 250 bilhões) para reverter a crise econômica do país - e ele não planeja concorrer às eleições.

Essa também é uma receita atraente para os mercados. As ações e títulos italianos subiram desde que Draghi aceitou o mandato para formar um novo governo. O spread do rendimento dos títulos de 10 anos da Itália em relação aos papéis da Alemanha, uma medida-chave do risco soberano, caiu para menos de 100 pontos-base na semana passada, o menor nível em cinco anos. Já o índice acionário de referência do país subiu 1,9%, para a maior pontuação em um ano na segunda-feira, liderado por ganhos dos bancos, que são sensíveis ao spread.

“Tenho certeza de que Draghi usará sua experiência extraordinária e sua forte liderança para fazer as coisas certas acontecerem”, disse o comissário para Economia da União Europeia, Paolo Gentiloni, em entrevista ao Financial Times. “Ele conhece muito bem todos os gargalos, as dificuldades, os desafios envolvidos em fazer as reformas acontecerem na Itália.”

Draghi, de 73 anos, deve concluir uma segunda rodada de negociações com os partidos na terça-feira e pode anunciar seus principais ministros nesta semana.

As apostas não podiam ser maiores para a Itália. A pandemia de coronavírus fez com que a economia encolhesse cerca de 9% no ano passado e deixou mais de 90 mil mortos, enquanto a dívida do governo deve responder por 160% do PIB. O programa de compra de títulos do BCE manteve os juros sob controle até agora, mas há dúvidas sobre por quanto tempo isso pode ser sustentado.

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