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H&M visada pela China após parar de usar algodão de Xinjiang

·2 minuto de leitura
Os produtos da H&M não estavam mais disponíveis na quarta-feira na plataforma Taobao, de propriedade do grupo Alibaba

A China, acusada de violar os direitos da minoria uigur, tomou medidas retaliatórias contra a gigante sueca da moda H&M, que no ano passado decidiu parar de usar o algodão de Xinjiang, província onde reside essa minoria.

Os produtos da H&M não estavam mais disponíveis nesta quarta-feira na plataforma Taobao, de propriedade do grupo Alibaba.

A mídia pública fez alusões a "mentiras" e "segundas intenções", enquanto a rede CCTV acusou a H&M de "comer arroz chinês quebrando a tigela" e de querer "destruir o desenvolvimento das empresas e trabalhadores chineses".

A atriz e cantora Victoria Song, que no passado colaborou com a marca sueca em uma coleção, disse em comunicado que estava cortando laços com a H&M e que "os interesses do país estavam acima de tudo".

A confecção Hennes and Mauritz (H&M) anunciou no ano passado que não utilizaria mais o algodão produzido em Xinjiang, província chinesa habitada por uigures, minoria muçulmana que, segundo defensores dos direitos humanos, seria reprimida e explorada por Pequim. O regime comunista nega essas acusações.

A decisão surgiu na sequência de um relatório da ONG Australian Strategic Policy Institute no qual o grupo é acusado de ter se abastecido "potencialmente direta ou indiretamente", entre 2017 e 2019, através de estruturas que recorrem à mão de obra uigur dos "campos da reeducação".

Em nota, a H&M China disse nesta quarta-feira que não adere a "nenhuma posição política" e espera continuar suas atividades na China no longo prazo.

A União Europeia, os Estados Unidos, o Reino Unido e o Canadá impuseram sanções contra os líderes de Xinjiang.

De acordo com alguns estudos de institutos nos Estados Unidos e na Austrália, pelo menos um milhão de uigures foram internados em "campos" em Xinjiang e alguns foram submetidos a "trabalhos forçados" e "esterilizações".

A China nega veementemente estas duas últimas acusações e afirma que os “campos” são “centros de formação profissional” que visam afastar a população do extremismo religioso e do separatismo, depois de vários ataques perpetrados contra cidadãos uigur.

bys/sr/clp/jvb/jz/ap