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Há risco de decepção com andamento de reformas sob novos comandos no Congresso, diz BNP Paribas

·2 minuto de leitura
Raio ilumina o céu sobre o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto em Brasília

SÃO PAULO (Reuters) - A definição dos novos comandantes nas Casas Legislativas brasileiras ajuda a pauta econômica, mas não resolve, e será difícil o país escapar de um novo auxílio emergencial, disse nesta terça-feira o economista chefe do BNP Paribas, Gustavo Arruda.

Ele argumenta que o Congresso está hoje menos preso à relação de troca com o governo do que o próprio Executivo.

"Se o governo tivesse uma coalizão muito forte, se tivesse votos que votam com certeza com o governo, de qualquer maneira, e que só votariam o (novo) auxílio (emergencial) se tiver sendo considerada uma PEC Emergencial... Mas não sinto essa robustez, não sinto um core, uma estrutura que esteja ligada 100% ao Palácio do Planalto", disse Arruda.

"Então vejo uma chance de a gente se decepcionar com a agenda" de reformas, completou, citando, por exemplo, risco de o Congresso aprovar novo auxílio sem contrapartidas.

Apoiado pelo governo, Arthur Lira (PP-AL) foi eleito com larga vantagem em primeiro turno para a presidência da Câmara.. E o novo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), prometeu na noite de segunda-feira um esforço para conduzir pautas de interesse do Poder Executivo.

O cenário-base do economista do BNP é que o teto de gastos não será cumprido, devido ao ambiente de saúde pública. Uma eventual nova proposta de ajuda a necessitados poderia prever de três a seis meses de pagamentos, provavelmente no mínimo de 300 reais.

O que o governo poderia fazer para conter o impacto fiscal, segundo Arruda, é restringir o número total de beneficiados dos cerca de 70 milhões de 2020 para algo entre 30 milhões e 40 milhões numa nova rodada.

O déficit primário deverá sair dos 9,5% do PIB no ano passado para 4,5% em 2021, segundo o BNP.

O economista cortou recentemente a projeção de crescimento da economia neste ano de 3% para 2,5%, ante taxa de 3,5% mostrada pela pesquisa Focus do Banco Central, citando efeitos da segunda onda da pandemia de Covid-19 e o fim do auxílio que vigorou durante alguns meses em 2020. Segundo Arruda, o PIB terá contração nos dois primeiros trimestres de 2021.

Do lado da política monetária, a expectativa do BNP é que a Selic feche 2021 e 2022 em 4,50%, contra os atuais 2%, com o Banco Central começando a elevar a taxa em maio, ante previsão anterior de setembro. O IPCA ficará em 4% em 2021, caindo a 3,5% no próximo ano.

O dólar deverá encerrar o ano em 4,25 reais, taxa bem abaixo dos 5,36 reais desta terça. A ampla liquidez global, a fraqueza generalizada da moeda norte-americana, o fundamento positivo do Brasil em termos de contas externas e o fato de o real estar descolado dos seus pares estão entre os argumentos do BNP para a expectativa de apreciação cambial.

(Por José de Castro)