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Guiné aprova plano de infraestrutura para minério de ferro de Simandou

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Abdoulaye Magassouba, ministro de Minas da Guinéa, posa para foto em Conacri
Abdoulaye Magassouba, ministro de Minas da Guinéa, posa para foto em Conacri

CONACRI (Reuters) - O governo da Guiné aprovou nesta quinta-feira um acordo básico para que um consórcio multinacional construa uma ferrovia e um porto de águas profundas para exportar minerais do enorme projeto de minério de ferro de Simandou.

O consórcio --que inclui a cingapuriana Winning Shipping, a companhia guineana de logísticas de mineração United Mining Supply (UMS), a produtora de alumínio chinesa Shandong Weiqiao e o governo da Guiné-- venceu uma licitação no ano passado para desenvolver os blocos 1 e 2 de Simandou, maior depósito conhecido desse gênero.

Como parte do lance vencedor, o consórcio concordou em construir uma ferrovia de 650 quilômetros e um porto de águas profundas. O grupo disse no mês passado que pretende colocar os dois blocos em produção até 2025, após anos de atrasados causados por disputas legais e preços elevados.

O Ministério de Minas do país anunciou em comunicado que assinou o acordo de desenvolvimento.

"Nós finalmente temos a esperança de realizar esse antigo sonho para o país", disse à Reuters o ministro de Minas guineano, Abdoulaye Magassouba. Ele acrescentou que o custo total do projeto foi revisado para 16 bilhões de dólares, versus cerca de 14 bilhões de dólares anteriormente.

Simandou possui mais de 2 bilhões de toneladas de minério de ferro de alto grau. Os blocos 3 e 4 pertencem a Rio Tinto, Chinalco e governo da Guiné.

(Reportagem de Saliou Samb)