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Guerra das Vacinas: veja a linha do tempo da paralisação dos testes da CoronaVac pela Anvisa

João Conrado Kneipp
·3 minuto de leitura
Explicação com a linha do tempo foi dada pela Anvisa na tarde desta terça. (Foto: Reprodução/TV Brasil)
Explicação com a linha do tempo foi dada pela Anvisa na tarde desta terça. (Foto: Reprodução/TV Brasil)

A Anvisa decidiu na noite de segunda-feira (9) paralisar os testes da CoronaVac, vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a empresa chinesa Sinovac Biotech, alegando a ocorrência de um “evento adverso grave” com um voluntário do estudo.

A suspensão pegou de surpresa o governo de São Paulo. Nesta terça (10), o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que era “impossível” a relação entre "evento adverso grave" e com a vacina. Mais tarde, um laudo do IML (Instituto Médico Legal) atestou como suicídio a causa da morte do voluntário de 33 anos.

O Instituto Butantan alega garante ter informado Anvisa com “dados transparentes”, mas a Anvisa afirmou ter recebido informações sem detalhes.

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Na tentativa de esclarecer como se deu a decisão de suspensão dos testes, a Anvisa apresentou uma linha do tempo sobre o caso.

ENTENDA A LINHA DO TEMPO DA SUSPENSÃO DOS TESTES DA CORONAVAC

  • Dia 29 de Novembro: Evento adverso teria ocorrido

  • Dia 6 de Novembro: Instituto Butantan (IB) enviou informação que não chegou à Anvisa por conta de problemas técnicos (ataque hacker aos sistemas do governo federal)

  • Dia 9 de Novembro, 18h: Comitê da Anvisa recebe comunicação oficial do IB informando da ocorrência do evento adverso. Sem nenhum detalhe.

  • Dia 9 de Novembro, 20h47: Comunicação eletrônica enviado para o Instituto Butantan

  • Dia 9 de Novembro, 21h25: Publicação no portal da suspensão dos estudos

ATAQUE HACKER IMPEDIU NOTIFICAÇÃO A TEMPO

Representantes da Anvisa alegaram que a invasão hacker no sistema interno do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e de outros sistemas do governo federal impediu que a notificação do Instituto Butantan pudesse chegar no mesmo dia em que foi enviada.

"Como todos sabem, um ataque cibernético ao governo federal paralisou os serviços e trouxe alerta máximo. Por precaução, a Anvisa suspendeu o serviço de notificação de eventos adversos. Acionamos o plano de contingência e recebemos a notificação no dia 9 de novembro”, explicou Bruno Novaes, um dos funcionários da agência presente na coletiva.

A partir do momento em que a notificação foi recebida, foi tomada a decisão de suspender os estudos relacionados a CoronaVac. Foi o que explicou Gustavo Mendes, gerente-geral de medicamentos da Anvisa

“Com as informações que tínhamos aqui e a reunião que fizemos no comitê, fomos unanimes ao determinarmos a suspensão imediada do estudo. Não poderíamos correr o risco de que mais voluntários fossem vacinados sob o risco de termos efeitos adversos graves semelhantes. Usamos o princípio da precaução”, disse Mendes.

BOLSONARO CELEBRA PARALISAÇÃO

O anúncio foi comemorado pelo presidente Jair Bolsonaro, que trava com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Na manhã desta terça-feira (10), o presidente compartilhou a notícia de suspensão pela Anvisa dos testes da vacina Coronavac e disse ter “ganhado” do tucano.

Há tempos, Doria e Bolsonaro travam uma espécie de “guerra das vacinas”, com o tucano defendendo a aplicação obrigatória do imunizante enquanto o presidente comanda um movimento anti-vacinas.

Na avaliação de aliados do presidente, Doria estaria tentando ganhar “capital político” ao encampar a produção de uma vacina contra a Covid-19 e chegaria municiado neste tema em uma eventual disputa pela presidência em 2022 contra Bolsonaro.

Com a paralisação dos testes, nenhum novo voluntário poderá receber a vacina. A ação ocorreu no mesmo dia em que Doria anunciou que 120 mil doses da CoronaVac chegarão ao estado ainda no mês de novembro.