Mercado abrirá em 5 h 45 min
  • BOVESPA

    119.297,13
    +485,13 (+0,41%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    47.503,71
    +151,51 (+0,32%)
     
  • PETROLEO CRU

    61,02
    +0,84 (+1,40%)
     
  • OURO

    1.746,00
    -1,60 (-0,09%)
     
  • BTC-USD

    64.718,34
    +3.871,73 (+6,36%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.396,84
    +102,85 (+7,95%)
     
  • S&P500

    4.141,59
    +13,60 (+0,33%)
     
  • DOW JONES

    33.677,27
    -68,13 (-0,20%)
     
  • FTSE

    6.897,50
    +7,01 (+0,10%)
     
  • HANG SENG

    28.840,59
    +343,34 (+1,20%)
     
  • NIKKEI

    29.620,99
    +82,29 (+0,28%)
     
  • NASDAQ

    13.970,00
    -5,75 (-0,04%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,8422
    +0,0110 (+0,16%)
     

Guedes vê ‘excessos’, mas acredita em solução em breve

Manoel Ventura
·3 minuto de leitura

BRASÍLIA — O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quinta-feira que Orçamento de 2021, que está sendo alvo de uma disputa entre o governo e o Congresso, foi aprovado com “excessos”. Ele admitiu problemas com a aprovação da proposta, mas repetiu que essa dificuldade seria "temporária".

— Há muito barulho sobre crise política e problemas com Orçamento, mas é só ruído. O que temos é uma coalizão política que vai aprovar pela primeira vez o orçamento em conjunto. Houve alguns excessos sim, mas acredito que teremos em breve uma solução" — afirmou Guedes, em participação no 2021 Brazil Summit, organizado pela Brazilian-American Chamber of Commerce.

Guedes insiste em dizer que o Orçamento está sendo feito com uma base aliada ao governo pela primeira vez, no terceiro ano da gestão Jair Bolsonaro. Para Guedes, o desafio é encaixar as emendas impositivas dentro dos programas do governo.

O foco da disputa está nas emendas do relator do Orçamento de 2021, senador Márcio Bittar (MDB-AC), indicadas por aliados ao governo.

— (Os parlamentares) querem aparecer na foto com o presidente da República, porque haverá eleições no próximo ano — disse Guedes.

O Orçamento aprovado aumentou em R$ 26,2 bilhões (para R$ 48 bilhões) o valor destinado a emendas parlamentares. Para isso, cortou nessa proporção a estimativa de gastos como a Previdência, abono salarial e seguro-desemprego, que são obrigatórios. O problema é que não há evidências de que essa projeção se confirme.

Por isso, o governo teria que cortar em outras áreas, como custeio e investimentos, para garantir o pagamento de aposentadorias e pensões sem descumprir as regras das contas públicas. O dinheiro das emendas extras são destinados para parlamentares da base aliada apontarem obras e serviços em suas bases eleitorais.

Porém, os técnicos do governo defendem o veto do presidente Jair Bolsonaro aos R$ 26,2 bilhões acrescidos nas emendas parlamentares para recompor os gastos obrigatórios.

— A questão é como resolver isso. Uma saída é politicamente conveniente, mas deixa uma sombra jurídica sobre o governo. A outra solução é perfeitamente jurídica, mas politicamente inconveniente. Mas estamos trabalhando juntos para corrigir os excessos, não estamos brigando, somos parceiros — completou o ministro.

Guedes também comentou a alta do dólar do Brasil. Para o ministro, a taxa de câmbio deveria estar girando atualmente em torno de R$ 4,50 — hoje está na casa de R$ 5,50 — e que houve um “overshooting” do câmbio. Para o ministro, moeda brasileira irá valorizar à medida que o país prossiga com as reformas estruturais e a vacinação em massa contra a Covid-19.

— A taxa de câmbio está mais elevada. Provavelmente deveria estar em torno de R$ 4,50 agora, houve um overshoot. Mas estamos avançando nas reformas fundamentais. Assim que o Brasil voltar a crescer, formos para a vacinação em massa, e em três ou quatro mess provavelmente o câmbio (dólar) vai cair — disse o ministro.

Neste ano, o dólar já subiu 7,8%, deixando o real na terceira pior posição global na desvalorização da moeda. O dólar só sobe mais no ano contra o peso argentino e a lira turca.