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Guedes tem reunião de aproximação com sindicatos e movimentos sociais

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***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 20.05.2021 - O ministro da Economia, Paulo Guedes, durante entrevista à Folha de São Paulo em seu gabinete, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 20.05.2021 - O ministro da Economia, Paulo Guedes, durante entrevista à Folha de São Paulo em seu gabinete, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ministro Paulo Guedes (Economia) se reuniu nesta quinta (24), pela primeira vez em mais de dois anos de governo Jair Bolsonaro (sem partido), com representantes das centrais sindicais e de movimentos sociais.

A conversa, segundo os participantes, girou em torno de sinalizar a abertura de um diálogo e a troca de projetos e de pautas em comum, como a geração de empregos formais.

Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores), a central escolhida para o encontro, diz que a reunião foi uma primeira conversa de aproximação. Divergências político-ideológicas, segundo ele, não entraram em pauta.

Aos sindicalistas, o ministro Paulo Guedes teria relatado a preocupação do governo com a capacitação de profissionais como meio de inclusão no mercado de trabalho. Falou dos projetos em elaboração pela equipe da Economia, com os bônus de Inclusão Produtiva (o BIP) e de Incentivo à Qualificação (o BIQ).

"Viemos com algumas preocupações e demandas. São milhões de desempregados, muita gente passando fome, além das 500 mil mortes. Viemos falar de possibilidades concretas de criação de emprego futuro", afirmou o presidente da UGT.

Outras questões apresentadas ao ministro da Economia foram o baixo orçamento do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), que banca, além do seguro-desemprego, bolsas de qualificação profissional, e a necessidade de se pensar em um programa que qualifique trabalhadores na área de tecnologia, acompanhando a crescente automação da indústria.

O presidente do Codefat (conselho deliberativo do FAT), Canindé Pegado, e o presidente do Sindicato dos Padeiros de São Paulo, Chiquinho Pereira, também estavam no encontro. Do governo, além de Guedes, participaram o secretário especial de Trabalho e Previdência, Bruno Bianco, e Guilherme Afif, assessor especial do ministério.

Os representantes da UGT também falaram ao titular da Economia da experiência com a realização de mutirões de empregos na capital paulista. No ano passado, devido à pandemia de Covid-19, o evento foi realizado virtualmente. Nas edições anteriores, o mutirão levou milhares de trabalhadores ao vale do Anhangabaú, na região central de São Paulo, em busca de uma colocação.

"Houve interesse do governo em participar conosco dos mutirões de emprego, com vouchers, possibilitando efetivamente incluir capacitando", disse Patah. O voucher a que o ministro se referiu viria dos programas em estudo pela equipe econômica.

Na avaliação do presidente da central sindical, a reunião abriu caminho para a construção de projetos conjuntos. Em comum com a equipe de Guedes, segundo Patah, há a preocupação com a capacitação de trabalhadores.

No mutirão virtual realizado no ano passado, 300 mil currículos foram cadastrados para 18 mil vagas ofertadas. Ainda assim, segundo Patah, nem todos os postos foram preenchidos, pois muitos candidatos não se enquadravam nas condições pedidas pelos empregadores.

A relação do governo Bolsonaro com sindicatos e movimentos sociais nunca foi boa. Ainda no início da gestão, o presidente chegou a enviar uma medida provisória para vedar o desconto sindical em folha salarial. A proposta não foi analisada na Câmara e no Senado no prazo e perdeu a validade.

Desde o início da pandemia, as principais centrais sindicais do Brasil se alinharam para cobrar do governo políticas de manutenção de empregos e a prorrogação do auxílio emergencial de R$ 600. Neste ano, o benefício a desempregados e a informais voltou a ser pago. O novo valor, porém, fica entre R$ 150 e R$ 375.

O Fórum das Centrais, que reúne, além da UGT, CUT (Central Única dos Trabalhadores), Força Sindical, CTB (Central dos Trabalhadores do Brasil), NCST (Nova Central), CSB (Central dos Sindicatos do Brasil), Pública, Intersindical, CSP-Colutas e CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), apoia as recentes manifestações contra o presidente Jair Bolsonaro.

Nesta quinta, além da UGT, Guedes também teve reunião com Preto Zezé, presidente da Cufa (Central Única das Favelas) e Renato Meirelles, do Instituto Locomotiva.

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