Mercado fechado
  • BOVESPA

    122.937,87
    +1.057,05 (+0,87%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    49.371,98
    +152,72 (+0,31%)
     
  • PETROLEO CRU

    66,28
    +0,01 (+0,02%)
     
  • OURO

    1.866,70
    -0,90 (-0,05%)
     
  • BTC-USD

    42.968,03
    -2.560,55 (-5,62%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.195,01
    -2,91 (-0,24%)
     
  • S&P500

    4.163,29
    -10,56 (-0,25%)
     
  • DOW JONES

    34.327,79
    -54,34 (-0,16%)
     
  • FTSE

    7.032,85
    -10,76 (-0,15%)
     
  • HANG SENG

    28.194,09
    +166,52 (+0,59%)
     
  • NIKKEI

    27.824,83
    -259,67 (-0,92%)
     
  • NASDAQ

    13.299,50
    -4,00 (-0,03%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,4104
    +0,0005 (+0,01%)
     

Guedes tem nova baixa com demissão de assessora da reforma tributária

FÁBIO PUPO
·2 minuto de leitura

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro Paulo Guedes (Economia) vai sofrer uma nova baixa em sua equipe com a saída de Vanessa Canado, assessora especial voltada à reforma tributária. Ela pediu demissão no mês passado e agora se prepara para encerrar seus trabalhos no Ministério da Economia. A baixa ocorre justamente no momento em que o ministério tenta mostrar uma retomada da agenda econômica. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), teve reunião com Guedes nesta segunda-feira (26) e anunciou, após o encontro, a conclusão do relatório sobre a reforma tributária na próxima semana. De acordo com membros do ministério, a demissão de Canado não tem relação com a expectativa sobre a entrega do relatório. Segundo eles, sua saída já estava sendo discutida desde janeiro e a carta de desligamento foi entregue a Guedes em março. Procurada, Vanessa preferiu não detalhar o motivo de sua saída e não respondeu se ele está ligado à falta de andamento da reforma desde o início do mandato de Jair Bolsonaro (sem partido). Canado afirmou acreditar ter encerrado de forma positiva a fase no governo ao participar da construção das propostas de mudanças tributárias, e agora se prepara para retornar à vida acadêmica. A reforma tributária foi uma promessa de Bolsonaro e Guedes. O programa eleitoral do então candidato defendia mudanças para simplificação de impostos, redução da carga, unificação de tributos federais e até um sistema de imposto de renda negativo para criar uma renda mínima universal. Nada disso foi adiante até agora. O governo apresentou ao Congresso apenas a proposta que une PIS e Cofins, que é analisada na comissão sobre a reforma tributária. A proposta é debatida em conjunto com duas PECs (proposta de emenda à Constituição) de autoria dos parlamentares que gerariam uma fusão mais ampla de impostos. Desde o começo do governo, o ministério teve dificuldade para emplacar suas propostas de reforma em meio à disputa de protagonismo pelo tema com Câmara e Senado. Além disso, a ideia de um novo tributo nos moldes da antiga CPMF-espinha dorsal das mudanças- foi contestada publicamente até por Bolsonaro. O ritmo da agenda econômica foi a justificativa para a saída de outros membros do ministério anteriormente, como o caso de Salim Mattar (ex-secretário de Desestatizações) e Paulo Uebel (ex-secretário de Gestão). Canado chegou ao cargo de assessora especial de Guedes no segundo semestre de 2019, após participar de grupos de trabalho sobre a reforma tributária no Ministério da Economia. Antes, ela integrava a equipe do economista Bernard Appy, mentor da reforma tributária de autoria da Câmara, no Cfif (Centro de Cidadania Fiscal). Ela chegou a ser cotada em 2019 para suceder o então secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra. Guedes, no entanto, escolheu alguém da carreira do próprio Fisco -no caso, José Barroso Tostes Neto.