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Guedes segue no cargo se austeridade for respeitada: Fonte

Martha Beck
·2 minutos de leitura

(Bloomberg) -- (Atualiza para acrescentar reação do mercado financeiro nos últimos dias; título da versão anterior foi corrigido)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, que enfrenta uma pressão crescente por mais gastos públicos, permanecerá no cargo enquanto o presidente Jair Bolsonaro mantiver o país no caminho da austeridade fiscal, de acordo uma autoridade do governo familiarizada com o pensamento do ministro.

Paulo Guedes vem alertando o presidente sobre os riscos de abandonar a austeridade fiscal e os dois concordam em princípio com a ideia, disse a autoridade, que pediu anonimato para falar livremente. Há escolhas difíceis pela frente, no entanto, e o ministro não continuaria no governo se o presidente rompesse a regra de limite de gastos que os investidores consideram a última linha de defesa do Brasil contra déficits orçamentários descontrolados.

Um dos principais desafios à frente é como financiar o novo programa social de Bolsonaro, o Renda Brasil, que o presidente pretende lançar no ano que vem para substituir o auxílio emergencial dirigido aos trabalhadores informais sem renda durante a pandemia. Essa ajuda está contribuindo para ampliar o déficit primário do governo para cerca de R$ 800 bilhões este ano, de R$ 95 bilhões em 2019.

Paulo Guedes, economista formado pela Universidade de Chicago, tem se isolado em sua luta pela austeridade tanto no Brasil quanto no exterior, à medida que muitos países planejam gastar mais para sair da recessão.

No início desta semana, o presidente rejeitou a ideia original de Guedes de redirecionar recursos de outras iniciativas sociais para o novo programa, preservando o teto de gastos. Embora Bolsonaro tenha afirmado que permanece próximo ao seu ministro, a notícia alimentou a preocupação dos investidores sobre as perspectivas fiscais do país, fazendo com que o real se desvalorizasse em até 2,2% naquele dia.

O Ministério da Economia não quis comentar.

Se Bolsonaro decidir manter todos os programas sociais existentes, o valor que o Renda Brasil vai pagar a cada família certamente cairá, cabendo ao presidente tomar uma decisão política sobre o assunto, disse a pessoa.

As discussões em torno do Renda Brasil vão continuar nas próximas semanas e, por enquanto, o governo vai estender o pagamento do auxílio emergencial até o final do ano. Depois de setembro, no entanto, o montante mensal de R$ 600 reais por trabalhador informal sem renda provavelmente será cortado pela metade, e o governo também poderá reduzir o número de pessoas que o recebem, disse a autoridade.

Mercado financeiro brasileiro tem refletido nos preços dos ativos, nos últimos dias, maior cautela dos investidores em relação ao risco fiscal e possibilidade de rompimento do teto de gastos, o que poderia levar a uma desorganização macroeconômica.

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©2020 Bloomberg L.P.