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Guedes pede reunião com entidades sociais para ouvir sobre o impacto de medidas como o auxílio emergencial

·3 minuto de leitura

SÃO PAULO - O ministro da Economia, Paulo Guedes, convidou representantes do setor financeiro e de movimentos sociais para uma série de reuniões nesta quinta-feira em São Paulo.

Segundo Guilherme Afif, assessor especial de Guedes, a iniciativa de buscar entidades sociais partiu do ministro, com o interesse de avaliar o impacto de medidas como o auxílio emergencial e planos da equipe econômica.

— É fundamental você medir como as suas intenções e programas estão atingindo as camadas populares, o grau de compreensão das pessoas em relação ao que se está fazendo.

Uma das primeiras reuniões do dia foi com Pedro Jobim, economista-chefe da gestora de investimentos Legacy Capital.

No encontro com integrantes do Instituto Locomotiva, especializado em pesquisas socioeconômicas, o ministro se mostrou interessado em dados sobre o impacto da pandemia entre os mais pobres.

De acordo com fontes que participaram da reunião, Guedes se surpreendeu com dados específicos, como a informação de que a população em favelas costuma dividir o auxílio emergencial entre várias famílias.

Ele também se interessou pela informação de que, durante a pandemia, 11 milhões de pessoas passaram a trabalhar em associação com plataformas digitais, como aplicativos de entregas de produtos e alimentos, ou vendendo mercadorias por meio de sites de comércio eletrônico, os marketplaces. São ocupações sem vínculo trabalhista.

Cufa convida Guedes para ir a favela

Guedes também convidou integrantes da Central Única das Favelas (Cufa), como o presidente, Preto Zezé, e fundador e presidente o do conselho da entidade, Celso Athayde. No entanto, eles não compareceram.

Ao GLOBO, Athayde confirmou ter recebido o convite, mas disse que tinha outro compromisso: uma live marcada para o mesmo horário.

Ele disse que a Cufa não é governista, mas está aberta ao diálogo. E contou que propôs a Guedes um encontro dele com empreendedores de favelas.

O ministro aceitou, mas ainda não há data marcada, segundo o executivo da Cufa:

— Eu disse que, se quiser entender o negócio (empreendedorismo e trabalho social na favela), eu poderia juntar pessoas de favela. Não para apoiar governo, mas para mostrar a importância das favelas. Debater o empreendedorismo na base da pirâmide social, trocar experiências com pessoas que tenham contribuições a dar para a sociedade nessa área. Vou levar um economista preto, uma economista mulher e empreendedores.

Segundo Afif, o ministro achou interessante e só não vai pessoalmente às favelas com o pessoal da Cufa em razão da pandemia.

Encontro com membros da UGT

Guedes se reuniu ainda nesta quinta-feira, por cerca de uma hora e meia, com representantes da UGT, a segunda maior central sindical do país. Foi o primeiro encontro oficial dele com sindicalistas desde o começo do governo, em 2019.

A UGT é presidida por Ricardo Patah, que é filiado ao PSD, partido dirigido pelo ex-prefeito Gilberto Kassab, e tem buscado interlocução com o governo Bolsonaro desde o início da gestão.

Guedes ouviu dos sindicalistas pedidos de aumento do valor pago pelo auxílio emergencial para R$ 600, bem como de extensão do benefício até o fim da pandemia. Essa tem sido uma das principais pautas das manifestações contra o governo Jair Bolsonaro realizadas nas últimas semanas com a participação de centrais sindicais, movimentos sociais e partidos de oposição.

As manifestações também pedem o impeachment de Bolsonaro — que busca uma legenda e apoio político para concorrer à reeleição em 2022 — por causa da gestão da pandemia pelo governo.

— Foi uma reunião que nos surpreendeu porque (foi) ele que pediu (desta vez). É a primeira vez que o movimento sindical é recebido pelo ministro. Abordamos principalmente a questão do auxílio emergencial e de programas de qualificação profissional. O ministro acha que R$ 600 é um valor elevado na atual conjuntura, mas na área da qualificação pode haver parcerias — diz Patah.

Segundo o sindicalista, a conversa não passou por divergências ideológicas.

— Do ponto de vista político e ideológico, temos diferenças enormes, mas a relação institucional temos que manter com todo governo.

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