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Guedes pede flexibilidade no Mercosul e diz que trava comercial do bloco é armadilha

·2 minuto de leitura

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Apesar de posições divergentes no governo, o ministro Paulo Guedes (Economia) voltou a defender nesta terça-feira (8) a flexibilização de regras do Mercosul. Para ele, as travas de negociação do bloco, com manutenção de uma economia fechada no Brasil nas últimas décadas, foi uma armadilha para o país.

Em videoconferência organizada pelo Bradesco BBI, o ministro afirmou que o governo brasileiro está reduzindo unilateralmente tarifas de importação e vem mantendo conversas com os países do Mercosul para promover mudanças no bloco.

"Queremos ter mais flexibilidade e modernização no Mercosul, porque permanecer fechado foi muito prejudicial para o Brasil nos últimos 30 anos. O país tem menor volume de comércio com os nossos parceiros do Mercosul hoje do que tinha 20 anos atrás, como percentual do PIB. Então, foi uma armadilha. Impediu que o Brasil fizesse uma integração industrial produtiva, mais eficiente, em cadeias globais", afirmou o ministro em apresentação em inglês.

Como mostrou o jornal Folha de S.Paulo, a flexibilização das regras de negociações comerciais do Mercosul se converteu em um ponto de atrito entre o Ministério da Economia e o Itamaraty.

O Ministério das Relações Exteriores vem levantando objeções à proposta de que os membros do bloco sejam liberados para negociar tratados comerciais de forma independente.

A ideia foi lançada oficialmente pelo Uruguai e conta com forte respaldo de Guedes, que considera a obrigação de que os integrantes do bloco negociem conjuntamente uma trava para sua agenda liberal e para a inserção do Brasil nas cadeias globais de produção.

Diplomatas que acompanham o assunto têm apontado restrições e destacam que uma flexibilização precisa ser acompanhada de regras que impeçam distorções no bloco.

O argumento é que, em caso de flexibilização, o Brasil ficaria exposto à entrada em seu território de mercadorias em situação desleal de competição caso um dos sócios celebre um acordo comercial de forma independente.

Como boa parte dos produtos no Mercosul circula pelos quatro países com impostos reduzidos, tratados comerciais fechados de forma individual abririam brecha para triangulações -o risco de uma mercadoria de fora do bloco entrar no Brasil como se fosse de um dos sócios.

A preocupação é justamente com o Uruguai, que há anos pede liberdade para realizar entendimentos do tipo com Estados Unidos e China.