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Guedes pede cooperação internacional para distribuição de vacinas

FÁBIO PUPO
·3 minuto de leitura
*ARQUIVO* BRASÍLIA, DF, 08.03.2021 - O ministro da Economia, Paulo Guedes. (Foto: Raul Spinassé/Folhapress)
*ARQUIVO* BRASÍLIA, DF, 08.03.2021 - O ministro da Economia, Paulo Guedes. (Foto: Raul Spinassé/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro Paulo Guedes (Economia) pediu cooperação internacional para diminuir a desigualdade de financiamento e distribuição de vacinas contra a Covid-19 entre os países.

A declaração foi enviada ao FMI (Fundo Monetário Internacional), que organiza nesta semana suas reuniões de primavera em parceria com o Banco Mundial. O texto foi divulgado pela instituição nesta terça-feira (6).

O ministro afirmou que a diferença nos ritmos de vacinação aumenta as assimetrias entre as economias, com os países em desenvolvimento -especialmente de baixa renda - enfrentando maiores desafios.

"A cooperação internacional é fundamental para garantir que as vacinas se tornem adequadamente disponíveis em todos os países", afirmou Guedes.

"Apelamos aos setores público e privado, bem como às organizações multilaterais e à cooperação bilateral, para ajudar a preencher as lacunas de financiamento e distribuição, inclusive incentivando a transferência de tecnologia e o licenciamento voluntário de propriedade intelectual", disse.

O chefe da equipe econômica considera o acesso equitativo à vacina o investimento de maior retorno global hoje, sendo a imunização um fator-chave para acelerar a recuperação e o reequilíbrio fiscal dos países.

O Brasil tem 8% de sua população vacinada com ao menos uma dose contra a Covid-19, enquanto Israel e Reino Unido chegaram a 60% e 46% (respectivamente). Mas a discrepância não se restringe somente às grandes economias, já que países como Chile (com 36%), Hungria (25%) e Uruguai (20%) também estão à frente do Brasil em termos percentuais. Os dados são do site de dados Our World in Data.

Apesar do apelo de Guedes, o próprio governo brasileiro rejeitou no ano passado proposta da farmacêutica Pfizer que previa 70 milhões de doses de vacinas até dezembro deste ano, conforme mostrou o jornal Folha de S.Paulo. Do total, 3 milhões estavam previstos até fevereiro

O anúncio feito pelo Ministério da Saúde no mês passado de que compraria doses da empresa norte-americana ocorreu quase sete meses após a primeira oferta apresentada, que previa que as primeiras entregas fossem feitas ainda em dezembro de 2020.

Em seu discurso, Guedes afirmou que as percepções do mercado sobre os riscos acerca das contas públicas e do aumento da inflação podem levar a um ambiente mais desafiador para as economias de mercado emergentes.

A declaração ocorre no momento em que o mercado acompanha o impasse do Executivo para a sanção do Orçamento, após governo e aliados no Congresso subestimarem despesas obrigatórias para direcionar recursos a emendas parlamentares.

Mesmo assim, Guedes afirmou que há motivos para um otimismo cauteloso -embora veja a recuperação como irregular, sujeita a incertezas e desigual entre os países.

"O espaço político existente, as características estruturais, a prevalência de novas variantes de vírus e a velocidade da implantação da vacina são fatores importantes por trás do ritmo diversificado de recuperação em diferentes partes do mundo", afirma.

"Por outro lado, fatores que contribuíram para uma queda mais acentuada podem ajudar na subida. Por exemplo, os países em desenvolvimento com grandes mercados de trabalho informais de contato intensivo foram particularmente afetados, mas a flexibilidade nesses setores poderia levar a uma resposta mais forte ao superarmos a pandemia", afirmou.

O ministro afirmou que é necessária uma abordagem em três caminhos para impulsionar o crescimento sustentável e inclusivo no Brasil. Intensificar a vacinação em massa, fornecer apoio de curto prazo à economia juntamente com consolidação fiscal a médio prazo e perseguir reformas pró-mercado.

O ministro ainda elogiou medidas do FMI para aumentar temporariamente os limites de acesso ao fundo, mas disse que mais precisa ser feito para atender às necessidades dos membros mais vulneráveis.