Mercado fechado
  • BOVESPA

    121.880,82
    +1.174,91 (+0,97%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    49.219,26
    +389,95 (+0,80%)
     
  • PETROLEO CRU

    65,51
    +1,69 (+2,65%)
     
  • OURO

    1.844,00
    +20,00 (+1,10%)
     
  • BTC-USD

    48.287,48
    -1.903,33 (-3,79%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.398,33
    +39,77 (+2,93%)
     
  • S&P500

    4.173,85
    +61,35 (+1,49%)
     
  • DOW JONES

    34.382,13
    +360,68 (+1,06%)
     
  • FTSE

    7.043,61
    +80,28 (+1,15%)
     
  • HANG SENG

    28.027,57
    +308,90 (+1,11%)
     
  • NIKKEI

    28.084,47
    +636,46 (+2,32%)
     
  • NASDAQ

    13.398,00
    +297,75 (+2,27%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,4040
    -0,0085 (-0,13%)
     

Guedes fala em prensa no Congresso para aprovar atual reforma até fim do ano

MARIANA CARNEIRO E BERNARDO CARAM

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O economista Paulo Guedes, futuro ministro da Economia de Jair Bolsonaro, defendeu uma "prensa" no Congresso para que o atual texto da reforma da Previdência seja aprovado até o fim do ano. Caso o tempo de esgote e o projeto não seja votado, a nova equipe econômica apresentará uma nova proposta de reforma, o que poderá atrasar a tramitação em um ano. Guedes se encontrou com o ministro Eduardo Guardia (Fazenda), em Brasília. Segundo ele, a iniciativa mais importante na transição é aprovar a reforma. "Na minha cabeça hoje tem previdência, previdência, previdência. Por favor classe política nos ajude a aprovar a reforma, nos ajudem a fazer isso rápido", disse. Ele afirmou que o texto atual é menos profundo do que o que estão preparando, mas "limpa o horizonte" para reformas estruturantes a partir do ano que vem. "O ótimo é inimigo do bom, se eu puder aprovar o bom agora, aprova. É a reforma ideal? Claro que não", disse. "O presidente tem os votos populares e o Congresso a capacidade de aprovar ou não. Prensa neles. Se perguntar para o futuro ministro, ele está dizendo 'prensa neles', pede a reforma, é bom para todo mundo". O texto proposto pelo presidente Michel Temer deverá gerar uma economia de pouco menos de R$ 500 bilhões, o que é considerado pouco por Guedes. Sua equipe pretende apresentar uma nova reforma, que implantaria o regime de capitalização (em que a aposentadoria é resultado da poupança do trabalhador) para os trabalhadores que entrarem no mercado de trabalho, além de apartar a previdência de aposentadorias de assistência social. Os detalhes do projeto, no entanto, ainda não foram revelados. O economista minimizou a dúvida de Bolsonaro em apoiar a mudança de regimes. Em entrevista nesta segunda-feira (5), o presidente eleito disse que tinha desconfiança do novo modelo de capitalização. "É natural e a desconfiança não é só dele, é geral da classe política, é muito natural que falem 'vamos fazer essa transição com calma'. É natural pessoas que não conheçam o assunto profundamente tenham dúvidas, ainda mais um presidente que tem a responsabilidade de ter sido eleito com 56 milhões de votos", disse. Guedes afirmou que a estratégia acertada com o líder da articulação política de Bolsonaro, Onyx Lorenzoni, futuro chefe da Casa Civil, é sondar parlamentares para saber da viabilidade de se aprovar a reforma ainda na transição. Onyx ressaltou, segundo relato de Guedes, que Bolsonaro não poderia perder uma votação na Câmara dos Deputados antes mesmo de tomar posse. Para o economista, os parlamentares têm vantagens em aprovar o texto atual. Os reeleitos limpam a pauta para o novo mandato e os que deixam a Casa sairiam com a "sensação de missão cumprida". "Do ponto de vista econômico é extraordinário, desentope o horizonte de nuvens do próximo governo, as notícias vão ser boas e Brasil já entra o ano crescendo", disse. "Caso não seja possível, Bolsonaro não tem nada a ver com o que aconteceu até hoje. O que aconteceria? Nós perderíamos quase um ano". Neste caso, disse ele, o esforço do futuro governo será aprovar a nova reforma, que já estão elaborando. "Se é um governo novo, que vai ter que ter o ônus de trabalhar uma nova reforma, por que ter pressa em aprovar isso [o texto atual]? E por que dar esse bônus ao governo que está aí? Vamos mudar, será uma reforma diferente." Diante da descrença de jornalistas e de boa parte da classe política quanto à a possibilidade de aprovação de uma reforma da Previdência ainda neste ano, o economista disse que recebeu sinais positivos de Rodrigo Maia (presidente da Câmara) e de Michel Temer de que é possível tentar aprová-la. Ele minimizou o status de superministro, com a prometida fusão das pastas da Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio Exterior sob seu guarda-chuva. "Todo mundo achando que é ministro com superpoderes, é o contrário. Os ministérios estão juntos para evitar superposição. Por exemplo, de repente a Fazenda baixa os impostos e o Mdic não abriu a economia. Ou então tenta abrir sem que a Fazenda tenha reduzido impostos. Não posso soltar a competição estrangeira em cima da indústria brasileira antes de simplificar e reduzir impostos".